Paraíba tem mais de 5 mil médicos

Dos quase seis mil especialistas, 1.200 estão em Campina Grande e outros 3.300 atuam na capital paraibana, segundo presidente do CRM-PB.

O pediatra João Gonçalves de Medeiros Filho ainda não tinha sequer largado os brinquedos quando descobriu a profissão que queria seguir. Sendo filho, irmão e sobrinho de médicos, ele descobriu cedo que tinha vocação para a medicina. Cresceu vendo o pai salvar vidas. Não demorou muito e também abraçou a missão.

Com 41 anos de carreira, João Medeiros é o atual presidente do Conselho Regional de Medicina da Paraíba (CRM/PB) e faz parte da lista dos 5.058 médicos em atividade no Estado que enfrentam diariamente os desafios de uma profissão que evoluiu com o tempo, mas que ainda sofre por falta de investimento no serviço público.

“A saúde brasileira está doente e, na Paraíba, isso não é diferente. A medicina se sofisticou ao longo do tempo. Surgiram novas especialidades, novos tratamentos, novas tecnologias.

Mas os médicos ainda enfrentam dificuldades quando precisam internar pacientes e solicitar exames complementares, porque faltam vagas. Os hospitais estão superlotados e existem muitas filas para agendar exames”, afirmou Medeiros.

Hoje, quando é comemorado o Dia do Médico, a Paraíba conta com 5.058 profissionais em atividade, uma proporção de um médico para cada grupo de 745 habitantes, já que o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) estima que o Estado seja ocupado por 3.766.528 pessoas.

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Segundo o Conselho Federal de Medicina (CFM), a Organização Mundial de Saúde (OMS) preconiza como parâmetro ideal a quantidade de um médico para cada mil habitantes. Mesmo apresentando uma proporção menor do que esta, a Paraíba não consegue garantir a assistência de qualidade aos 223 municípios.

João Medeiros explica que o motivo é a má distribuição dos profissionais. Segundo ele, a maior parte dos 5.058 médicos fica concentrada em João Pessoa e em Campina Grande. “Quase 90% dos médicos da Paraíba ficam nessas duas cidades”, frisa o dirigente do CRM/PB.

Ainda de acordo com Medeiros, dos quase seis mil especialistas, 1.200 estão em Campina Grande e outros 3.300 atuam na capital paraibana. Com isso, ficam 1.500 profissionais para atuar nas demais localidades da Paraíba.

“Nosso problema nunca foi falta de médicos, mas sim má distribuição desses profissionais no Estado. O problema é a má divisão. Cerca de 65% desses profissionais se concentram em João Pessoa e outros 20% em Campina Grande. Isso deixa uma quantidade grande de pacientes sem assistência no Estado”, completa.