MP investiga abertura de covas junto a muros e ‘empréstimos’ de jazigos

Promotora dá 15 dias para Prefeitura de Pocinhos tomar providências sobre problemas em cemitério.

A existência de covas muito próximas a muros que separam o cemitério de casas da vizinhança é alvo de uma investigação do Ministério Público em Pocinhos, no Agreste da Paraíba.

Outra situação observada pela promotora de Justiça Fabiana Alves Mueller é o hábito de enterrar mortos em ‘valas emprestadas’. Segundo ela, o quadro é gerado porque cemitérios antigos operam, em sua maioria, no máximo de sua capacidade.

A Promotoria de Justiça da cidade instaurou um procedimento administrativo para acompanhar o funcionamento do cemitério, administrado pela prefeitura. A promotoria vai oficiar à administração do Cemitério Público de Pocinhos para que, no prazo de 15 dias, apresente informações quanto a sua capacidade, e regularidade às normas sanitárias e ambientais.

As situações observadas, segundo ela, potencializam o risco de contaminações do solo e subsolo, “sem contar com o grave desrespeito à dignidade humana”.

Parceria

O líder do governo na Câmara Municipal, Ramatis Chaves Costa, que é irmão do prefeito Cláudio Chaves, disse que não é verdade os corpos sejam enterrados em locais inadequados, mas reconheceu que não há mais vagas para novas covas.

Diante disso, a prefeitura está fazendo um Parceria Público-Privada (PPP) com a empresa Digna para adquirir uma nova área e ampliar o antigo cemitério no bairro Cacimba Nova. “Esta parceria vai ser feita rapidamente e a população terá mais espaço no antigo cemitério para enterrar seus entes queridos”, disse o parlamentar.