Muriçocas teve pneus de viaturas furados e 300 PMs ausentes na segurança

Paralisação de 12h dos policiais da Paraíba foi declarada ilegal pelo TJPB.

Foto: reprodução/TV Cabo Branco
Foto: reprodução/TV Cabo Branco

Mesmo com a decretação da ilegalidade da paralisação, cerca de 300 policiais não trabalharam na segurança do bloco Muriçocas do Miramar, em João Pessoa, na noite desta quarta-feira (20). Conforme a assessoria da PM informou à TV Cabo Branco, mais de 500 policiais teriam participado do esquema de segurança, quando a previsão era de mais de 800.

Cerca de 50 policiais que estavam dentro de um ônibus para fazer o policiamento no bloco foram impedidos de descer. O veículo foi cercado pelos manifestantes. Pouco tempo depois, os policiais militares saíram do ônibus e foram levados para o Clube Cabo Branco, onde estava concentrado o outro grupo de PMs.

Além do redução no efetivo, pelo menos seis viaturas da Polícia Militar e do Corpo de Bombeiros tiveram os pneus furados a festa. Um PM, que preferiu não se identificar, revelou contou que cerca de vinte policiais encapuzados o abordaram e furaram os pneus. Durante a mobilização dos policiais, o pneu do trio que seria puxado por Alceu Valença também foi danificado, mas não impediu que o bloco acontecesse.

A paralisação foi encerrada ainda por volta das 23h da quarta-feira, de acordo com Steferson Nogueira, presidente da Associação de Defesa das Prerrogativas dos Delegados de Polícia da Paraiba (Adepdel), uma das representações do Fórum das Entidades das Polícias Civil, Militar e Bombeiros, que decretou a paralisação de 12h das forças de segurança.

Apesar do efetivo reduzido, não houve nenhuma ocorrência vinda do bloco Muriçocas do Miramar registrada no Hospital de Emergência e Truama de João Pessoa e na Central de Polícia Civil.

Ilegal

As polícias Civil e Militar e o Corpo de Bombeiros da Paraíba paralisaram as atividades por 12h, em protesto contra a falta de acordo com o governo sobre a concessão de reajuste salarial para as categorias de segurança. Logo após o início da paralisação, eles realizaram um ato em frente à Granja Santana, residência oficial do governador João Azevêdo, na Avenida Beira Rio.

No fim da tarde desta quarta-feira, entretanto, o desembargador Leandro dos Santos acatou o pedido do Governo da Paraíba e declarou a ilegalidade de qualquer movimento paredista, que envolvam forças policiais do Estado, sejam paralisações ou deflagrações de greve. Apesar disso, houve manifestações durante o desfile das Muriçocas.