Sem fiéis por causa do coronavírus, padre usa torre da igreja para realizar missa

Com 26 anos de sacerdócio, Adauto Tavares disse que tem sido estranho se isolar socialmente.

Foto: Reprodução/Youtube

Em momentos de isolamento social, por causa do novo coronavírus, um dos segmentos que está enfrentando um cenário completamente atípico é a religião. Ao contrário de templos lotados, os sacerdotes estão fazendo transmissões através das redes sociais. Em Guarabira, no Brejo da Paraíba, o padre Adauto Tavares encontrou uma forma de ficar mais perto do povo e celebrou do alto da torre da igreja de Nossa Senhora de Guadalupe, nesta terça-feira (24).

A paróquia fica no bairro Nordeste, que é o mais populoso e localizado em um dos pontos mais altos da cidade. As pessoas de outros bairros próximos também conseguiram ouvir mensagens de conforto e canções inspiradoras, diante deste momento difícil que a população tem vivido.

Com 26 anos de sacerdócio, o padre Adauto Tavares disse que tem sido estranho se isolar socialmente. Segundo ele, que diariamente celebra missas, esta foi a maneira de proporcionar tranquilidade ao povo que estava ouvindo a celebração.

“Como padre, nós temos uma missão junto ao povo, apesar de que neste momento, não estamos podendo celebrar com a presença das pessoas. Mas, fiz isso para que o povo pudesse se sentir acolhido e amado pelo padre. É muito estranho celebrar para os bancos, mas é a missão que estamos vivendo neste tempo. Quando começamos a cantar a música Ave Maria Sertaneja, o povo começou a sair nas portas e percebíamos pelas luzes dos celulares”, disse padre Adauto, em entrevista ao repórter Hebert Araújo, da CBN João Pessoa.

A igreja agrega aproximadamente 16 comunidades, o que leva o padre Adauto a celebrar até duas missas por dia. Para o sacerdote, a iniciativa foi importante para aliviar os momentos de tensão vividos atualmente.

“Cantamos músicas para que possam levantar o astral das pessoas. Os comentários nas redes sociais também me deram alegria de dizer: eu fiz algo importante para o povo, para que as pessoas pudessem se sentir amadas, acolhidas e principalmente entender que não estavam sozinhas. Nós estamos juntos, mesmo sem ser fisicamente, mas em oração”, finalizou.