Covid-19: Associação da PB é autorizada a testar cannabis em profissionais de saúde

A Abrace, que fica em João Pessoa, é a única entidade do país autorizada a cultivar maconha medicinal.

Plantação de maconha para uso medicinal. Foto: Abrace
Plantação de maconha para uso medicinal. Foto: Divulgação/Abrace

A Associação Brasileira de Apoio Cannabis Esperança (Abrace), de João Pessoa, foi autorizada pelo Comitê de Ética em Pesquisa com Seres Humanos (CEPSH) da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), a realizar um estudo sobre os efeitos terapêuticos da cannabis medicinal em médicos e enfermeiros que estão atuando no enfrentamento à Covid-19.

A Abrace é a única entidade autorizada a cultivar maconha com fins medicinais no Brasil. A pesquisa “Impacto do óleo integral de ​Cannabis na saúde mental de profissionais da linha de frente no combate à Covid-19″ vai estudar a eficácia da planta no tratamento de problemas ocasionados pela pandemia da doença em pelo menos 300 profissionais de saúde.

“A cannabis já tem efeito consagrado como ansiolítico. Neste momento de pandemia, estes profissionais estão expostos a uma alta carga de estresse que acaba refletindo fisicamente e mentalmente. No estudo, iremos avaliar como a cannabis atua no controle da ansiedade, depressão e estresse destes profissionais”, explicou o diretor da Associação Brasileira de Apoio Cannabis Esperança (Abrace Esperança), Cassiano Teixeira.

O óleo a ser analisado é fabricado pela Abrace, e será disponibilizado através de um medicamento feito com o extrato integral da planta, com 100mg/mL de CBD ou placebo. Os profissionais de saúde que vão receber o medicamento não saberão do que se trata.

Os médicos e enfermeiros que vão ingerir o medicamento serão acompanhados por seis meses, e após o período, receberão um questionário para autoavaliação, ainda de acordo com Cassiano Teixeira, diretor da Associação.

Os interessados em participar do estudo precisam acessar o site da Abrace e preencher um formulário. Os resultados da pesquisa, que é a primeira da espécie no Brasil , deverão ser divulgados em março de 2021.