Escolas privadas de educação infantil podem retomar aulas presenciais em CG

A flexibilização foi autorizada pelo prefeito Romero Rodrigues (PSD).

Foto: Divulgação/Secom-Conde
Foto: Divulgação

A partir desta quarta-feira (7), as escolas de educação infantil da rede privada de Campina Grande estão autorizadas a retornar às aulas presenciais. Cursos de idiomas e reforço escolar no município também podem retornar às atividades. A flexibilização foi autorizada pelo prefeito Romero Rodrigues (PSD) para aquelas instituições que atendam aos protocolos de sanitização. A medida vai de encontro com as orientações da Secretaria de Estado da Saúde (SES) alertadas nesta semana.

De acordo com a prefeitura de Campina Grande, o retorno é facultativo e será reavaliado 21 dias após a reabertura. As instituições também deverão cumprir as recomendações sanitárias estabelecidas pela secretaria de Educação.

Segundo secretário de saúde Filipe Reul, o retorno das atividades nas escolas de educação infantil foi possível graças à estabilização dos índices de infectados.

A prefeitura informou que foram considerados para a decisão uma análise da Diretoria de Vigilância em Saúde verificou que no município na faixa etária até 6 anos, houve 48 casos positivos de Covid-19, onde os sinais foram análogos a síndromes gripais leves ou episódios alérgicos.

O município também levou em consideração a estabilização da doença e da curva de infectados, além da melhoria das taxas de letalidade. Foram consideradas ainda as consequências socioemocionais do público da Educação Infantil, além da situação financeira desses estabelecimentos de ensino.

Um grupo de instituições privadas de ensino infantil também solicitou autorização para a reabertura, através do procedimento administrativo junto à promotoria de Educação. O Ministério Público mediou a decisão e expediu recomendações aos estabelecimentos, de acordo com a prefeitura.

Entre as recomendações do Ministério Público da Paraíba às escolas privadas, estão a implementação de medidas de prevenção e controle sanitários para minimizar o risco de transmissão; Definir de regras de entrada e frequência; Reorganizar o espaço físico; Garantir o direito dos professores, funcionários e demais colaboradores integrantes de grupos de risco de permanecerem em trabalho remoto, sem obrigatoriedade de trabalho presencial, para preservação de suas vidas e integridade física; Garantir a manutenção do ensino remoto junto ao ensino presencial (ensino híbrido) aos alunos que não participarem da retomada das atividades presenciais.