UTI do Isea é interditada pelo CRM após suspeita de mortes por bactéria

Interdição aconteceu no fim da tarde desta terça (17), após constatação de bactéria de alta resistência .

Morre bebê de mãe que pode ter sido vítima de negligência médica no Isea (Foto: Leonardo Silva)
Foto: Divulgação / CRM

Ao menos três crianças morreram sob suspeita de infecção por bactéria de alta resistência, na UTI Neonatal da Maternidade do Isea, em Campina Grande. O local foi interditado no fim da tarde desta terça-feira (17), pelo Conselho Regional de Medicina da Paraíba (CRM-PB), para que haja desinfecção.

Segundo João Alberto Pessoa, diretor do Departamento de Fiscalização do CRM-PB, as três mortes foram registradas nas últimas 24 horas. A suspeita é de que elas tenham sido provocada pela bactéria ‘pseudomonas kpc’. Ainda há nove crianças internadas, mas novas internações estão suspensas.

Ainda de acordo com o CRM, também foi identificada uma superlotação e excesso de fluxo na maternidade, o que pode contribuir para o surgimento e proliferação de infecções.

A maternidade do Isea é referência para atendimento de gestantes e bebês de Campina Grande e de outros 69 municípios paraibanos. A interdição da UTI Neonatal passa a valer a partir das 0h desta quarta-feira (18), e não há previsão para reabertura.

Em nota, a Secretaria de Saúde de Campina Grande disse que adotou todas as  providências necessárias com relação à suspeita de infecção por uma bactéria de alta resistência na UTI Neonatal do Isea. Segundo o órgão, o ambiente foi completamente desinfectado por uma empresa especializada em higienização hospitalar e com a supervisão de um infectologista. Também serão realizados testes em toda a maternidade para identificar o nível de infecção pela bactéria.

A secretaria disse que já contratualizou vagas em outra unidade hospitalar da cidade, caso seja necessária internação de novos recém-nascidos. Com relação aos óbitos de três crianças, ainda não há a confirmação de que as mortes são decorrentes da bactéria, mas os casos estão em investigação.

O órgão afirmou ainda que está prestando todas as informações ao Conselho Regional de Medicina e ao Ministério Público da Paraíba e adotando, rigorosamente, todos os critérios técnicos para garantir a segurança em saúde dos pacientes e funcionários da maternidade.