Polícia investiga participação de parente no assassinato de Expedito Pereira

Segundo o delegado Vitor Melo, um homem está preso e outro deve se apresentar.

Foto: Antônio Vieira/TV Cabo Branco
Foto: Antônio Vieira/TV Cabo Branco

A Polícia Civil informou que investiga a participação de um parente no assassinato do ex-prefeito de Bayeux Expedito Pereira (MDB). Segundo o delegado Vitor Melo, titular da Delegacia de Crimes Contra a Pessoa (Homicídios) de João Pessoa, em coletiva à imprensa nesta segunda-feira (14), na Central de Polícia de João Pessoa, um homem já foi preso e outro está em local incerto, mas deve se apresentar à polícia ainda esta semana. “Ele não pode ser considerado foragido porque não há mandado de prisão contra ele”, explicou.

Os dois homens teriam tomado de empréstimo a moto utilizada para o crime. Os suspeitos, que não tiveram a identidade revelada, seriam cabos eleitorais de Ricardo Pereira, sobrinho de Expedito e eleito suplente de vereador em Bayeux. Ele já foi convocado a prestar esclarecimentos à polícia. “Está sendo feita a investigação para saber se ele (Ricardo Pereira) tem comprovadamente ligação, mas ele não foi preso como andaram noticiando no fim de semana”, destacou o delegado.

Vitor Melo disse que o único homem ouvido preso foi por ter mandados de prisão em aberto, por crimes diversos, como estelionato. Ele foi preso na noite do sábado (12), após comparecer à delegacia para esclarecimentos. “No domingo ele confessou que pegou a moto emprestadas, mas negou que tenha cometido o crime e isso será provado através das investigações”, disse.

O segundo homem já identificado, que também  teria pegado a moto emprestada, ainda não se apresentou à polícia, de acordo com o delegado, mas espera-se que ele se apresente em breve para prestar depoimento. A esposa do suspeita do suspeito já foi ouvida pela polícia, mas ele não estaria mais em Bayeux.

 

Provas

 

Ainda segundo o delegado, a polícia chegou aos envolvidos através de um trabalho que contou com apoio da Semob-JP e PRF, inclusive com a identificação do local em que o suspeito teria abandonado a motocicleta e a camisa utilizada durante o crime. “Com a identificação do veículo, a nossa equipe encontrou o proprietário e ele foi levado á delegacia para prestar depoimento. Na delegacia ficou claro que ele não estava com o veículo no momento dos fatos”, contou.

Expedito Pereira foi executado à queima-roupa enquanto caminhava a pé e sozinho em uma avenida do bairro de Manaíra, em João Pessoa, na última quarta-feira (9). Um homem pilotando uma moto preta desferiu dois tiros, um no braço e um no tórax de Expedito Pereira, que morreu na hora.

No sábado (12), a polícia já havia confirmado que a motocicleta utilizada para o crime havia sido encontrada no Rio do Meio, em Bayeux. Uma perícia, no entanto, ainda estava sendo feita para confirmar se era o mesmo automóvel. O delegado Vitor Melo também antecipou ao Jornal da Paraíba que um cabo eleitoral de Ricardo Pereira seria ouvido após ter o nome envolvido no atentado.

Desde o dia do assassinato, a polícia descartou a tese de latrocínio e trabalha com três hipóteses para o crime: dívidas, relacionamentos extraconjugais ou briga de trânsito. Em entrevista à TV Cabo Branco, Vitória Pereira, filha de Expedito Pereira, disse que ele não vinha sofrendo ameaças e desconhece a motivação do crime.

O corpo de Expedito Pereira foi enterrado na tarde desta quinta-feira (10), em um cemitério de Bayeux. A solenidade causou aglomeração nas ruas da cidade, com a população que quis dar o último adeus ao político.