Saúde, Educação e os novos desafios que a Paraíba vai enfrentar em 2021

JORNAL DA PARAÍBA ouviu os secretários das duas áreas no estado.

Foto: Handout/Russian Direct Investment Fund/AFP

O ano de 2020 certamente ficará marcado na História da humanidade por uma das maiores tragédias sanitárias dos últimos tempos: a pandemia do novo coronavírus. A Covid-19, doença provocada pelo vírus descoberto ainda em 2019, ganhou dimensões ainda maiores este ano, e de março para cá já tirou a vida de mais de 3 mil paraibanos.

Toda essa realidade de medo e incertezas imposta pelos desafios de 2020, faz com que o desejo por um novo ano melhor aumente ainda mais.  O JORNAL DA PARAÍBA conversou com os responsáveis por duas das áreas mais desafiadas na pandemia na Paraíba, Saúde e Educação, para saber quais são as expectativas para o tão aguardado ano de 2021. Os secretários Geraldo Medeiros e Cláudio Furtado, são um misto de preocupação e otimismo.

 

 

Saúde

 

“Em 2021 ainda estaremos na luta contra a pandemia” – Geraldo Medeiros

 

Em 18 de março de 2020, a Secretaria de Estado da Saúde (SES) confirmou o primeiro caso de infecção pelo novo coronavírus na Paraíba. Até então, o Estado não havia apresentado tão rapidamente as respostas necessárias para enfrentar uma pandemia, cujas reais consequências ainda são desconhecidas pela própria ciência.

De maneira jamais vista, instâncias estaduais e municipais uniram forças para não deixar faltar atendimento de saúde para os paraibanos e, ao mesmo tempo, tentar impedir que o novo coronavírus infectasse ainda mais pessoas no estado. Entre os nomes “por trás” das decisões administrativas da Saúde está o secretário da pasta, Geraldo Medeiros, que classifica 2020 como “o ano da árdua missão”.

Imagem: Reprodução

“Em 2020, nos deparamos com a maior tragédia sanitária do século. Na gestão [da Saúde] entramos em trabalho árduo, imposto pelas demandas que essa pandemia exigiu. Ampliamos leitos,  adquirimos insumos, Equipamentos de Proteção Individual, testamos mais de 530 mil paraibanos… Tudo em um espaço curto de tempo. Foi um ano desafiador”, comenta Geraldo Medeiros.

O secretário acredita que o ano de 2021 seja dividido em suas fases: a primeira delas, nos primeiros quatro meses, os paraibanos ainda irão se deparar com a alta incidência de casos e mortes por coronavírus, apesar do início da vacinação estar previsto para acontecer em fevereiro. Na segunda fase, a partir de maio, com o início da vacinação em massa, os novos casos de Covid-19 devem começar a diminuir, e os paraibanos poderão começar a ter um gosto de “vida normal” – com toda cautela possível – de volta.

A expectativa é de que o próximo ano seja melhor, apesar da continuidade dos desafios impostos por 2020. No entanto, Geraldo Medeiros alerta para a importância de manter os cuidados no enfrentamento ao novo coronavírus. Afinal, e infelizmente, a pandemia não vai sumir às 00h do dia 1º de janeiro.

“Minha mensagem é que a família paraibana esteja alerta e se mantenha cautelosa no sentido do uso de máscara, distanciamento social, álcool em gel e lavagem das mãos. Isso porque, somente após a vacinação e a imunização em massa de 70% da população do estado, é que nós teremos a contenção da pandemia. Em 2021 ainda estaremos na luta contra a pandemia”.

 

 

Educação

 

“2020 terá um legado que vamos carregar pro resto da vida” – Cláudio Furtado

Assim como aos demais setores, a pandemia também afetou a educação. Para frear os contágios pelo novo coronavírus, professores e alunos precisaram se afastar, fazendo com que o ensino remoto se tornasse a principal alternativa de manutenção do aprendizado.

Para o secretário de Educação da Paraíba, Cláudio Furtado, 2020 foi um ano desafiador para a educação. Com a necessidade do fechamento de escolas e creches para impedir contaminações pelo novo coronavírus, os profissionais da área se reinventaram, e principalmente na rede pública de educação, os estudantes também precisaram se desdobrar para dar continuidade aos estudos.

Foto: Divulgação SECOM/PB

“Esse foi um ano muito desafiador, por todas as dificuldade que a pandemia nos trouxe. Foi um grande desafio manter as redes públicas engajadas no ensino remoto, já que a gente tinha uma rede com baixo uso de ferramentas digitais. Colocar isso de pé e fazer funcionar foi desafiador”, explicou.

Sobre 2021, o secretário pondera em prever grandes mudanças, como por exemplo, a volta do ensino presencial. Isso porque a pandemia do novo coronavírus tem dado sinais de que deve continuar atingindo milhares de pessoas até que haja uma vacinação em massa, algo ainda sem previsão efetiva no Brasil.

“Mudanças vão depender da evolução da Covid-19 e das vacinas. Se o cenário for de vacina, mesmo assim terá um tempo de transição para que a imunização em messa quando atinja um nível suficiente. Ainda vamos conviver com máscara e todos os protocolos. O ensino híbrido poderá ser uma realidade, até que a vacinação chegue a um nível equilibrado”, comentou.

Apesar das dificuldades, conseguimos dar grandes passos no campo da educação, demos um grande salto. Esperamos que 2021 seja melhor, e vamos lembrar que 2020 foi muito importante para mostrar a importância do professor. Certamente deixará um legado que vamos carregar pro resto da vida e que deve transformar a forma como enxergamos a educação daqui pra frente”, conclui.