Na véspera do 'feriadão', ruas de Campina ficam lotadas e colocam em risco resultados do 'mini-lockdown'

Foto: reprodução STTP

É forçoso reconhecer, mas o principal vetor de transmissão da Covid-19 tem sido a ignorância de boa parcela da população. Hoje, véspera do ‘feriadão’ anunciado pela prefeitura de Campina Grande para tentar barrar o crescimento de casos da doença na cidade, as ruas centrais ficaram superlotadas. As imagens que circulam nas redes sociais, de filas e aglomerados nas portas de supermercados, impressionam.
Não há sentido algum na procura desenfreada pelos supermercados, quando eles permanecerão abertos (até às 14h) durante os cinco dias de ‘mini-lockdown‘. É insensatez, para não dizer falta de preocupação com uma causa coletiva.
Campina Grande tem hoje 1.180 casos confirmados de Covid-19 e 28 mortos, na contagem da Secretaria de Saúde do município. Boa parte dos casos, segundo os relatórios de triagem feitos por equipes da Saúde Municipal, possivelmente transmitida há semanas nas filas formadas no Centro por conta do Auxílio Emergencial do Governo Federal.
Muito provavelmente, daqui a 15 dias, teremos mais um resultado da superlotação de ruas e de estabelecimentos registrada hoje.
As medidas adotadas pelo poder público são inevitáveis nesse instante, diante de um risco iminente de colapso nos sistemas de saúde público e privado. Não há outro caminho possível a não ser evitar o fluxo de pessoas circulando nas cidades. Mas os resultados do ‘feriadão’ podem ser comprometidos com o movimento ‘desembestado’ nas ruas. E o que havia sido projetado para diminuir, pode agravar o problema.
Mais do que nunca, as pessoas precisam ficar em casa hoje e durante o ‘feriadão’. É uma decisão humanitária que requer mais consciência coletiva e menos ignorância.
 
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