Berço de 'ícones' da política paraibana, Campina Grande tem representação tímida na ALPB

Campina tem pelo menos 5 deputados com base eleitoral na cidade, mas grande parte dos requerimentos dá ênfase a outros municípios

Foto: Ascom

A cidade de Campina Grande já foi destaque por ser ‘berço’ de nomes que fizeram história na política paraibana. Grandes juristas, tribunos e lideranças que, em determinados momentos, conseguiram ascender no cenário estadual. Mas, nos últimos anos, o município tem tido uma representação acanhada na Assembleia Legislativa.
As ‘vozes’ de Campina e, sobretudo, as ‘causas’ da cidade, pouco são ouvidas na ‘Casa’ de Epitácio Pessoa – mesmo Campina tendo hoje pelo menos cinco deputados estaduais com base na cidade: Manoel Ludgério (PSD), Inácio Falcão (PC do B), Moacir Rodrigues (PSL), Ricardo Barbosa (PSB) e Tovar Correia Lima (PSDB).
Um levantamento feito pelo Blog, no sistema SAPL da Assembleia, ajuda a consolidar essa tese.

Este ano, por exemplo, os cinco deputados juntos apresentaram (até ontem) 24 projetos de lei e 178 requerimentos sobre assuntos diversos. Conta-se nos dedos, porém, os que tratam de temas relacionados diretamente à cidade e/ou pedidos feitos por obras e serviços para Campina.

Com exceção de Tovar, do qual 11 dos 59 requerimentos fazem menção à cidade, os demais têm poucos registros.
A maior parte dos pleitos tem outras cidades da base eleitoral dos parlamentares como destinatárias, mesmo Campina tendo, do ponto de vista da densidade eleitoral, um potencial mais significativo que outras localidades.
O cenário, contudo, merece reflexão para os campinenses. Até quando a cidade, uma das mais importantes do Estado, vai comportar representantes que não incorporam, no exercício de suas funções, a defesa da cidade?
Que temas, de interesse de Campina, estão sendo pautados nos últimos anos? Quantos projetos foram apresentados? Que discursos foram feitos ao longo dos últimos anos defendendo o município?
Na Assembleia, pelo menos, a representação campinense tem sido tímida. Quase inexistente diante da grandeza que a cidade, já no próprio nome, possui.

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