Em 4 meses 'estilo Bruno' deixa políticos descontentes, mas mantém foco em resultados

Primeiros meses da gestão enfrentaram críticas de agentes da ‘política tradicional’

Foto: Ascom

Os primeiros quatro meses da gestão do prefeito de Campina Grande, Bruno Cunha Lima (PSD), têm aos poucos demonstrado o tom e o estilo escolhidos por ele desde a campanha. Bruno preferiu manter boa parte do 1º escalão do ex-prefeito Romero Rodrigues (PSD). Foi criticado por isso. Mas modificou postos estratégicos.
Diretorias, gerências e cargos executivos foram preenchidos com nomes técnicos e da confiança do prefeito.
Suplentes de vereadores, por exemplo, não foram contemplados com secretarias e funções estratégicas – quebrando quase uma regra da política tradicional.

Nos bastidores, a reação de parte da classe política foi imediata. O descontentamento tem sido recorrente e, vez por outra, surge alguém reclamando de “não ter sido atendido” pelo prefeito. Nos corredores do Legislativo, esse é um discurso frequente.

A fórmula buscada por Bruno, pelo que fica implícito em seu discurso, é baseada em resultados.
Ele tem repetido que uma de suas metas é melhorar a prestação dos serviços em áreas como saúde e educação. Tem buscado ajuda, peregrinado em Brasília por mais recursos.
Tem, também, assumido o risco do desgaste ao contrariar a “lógica” da política tradicional, da ocupação de espaços com base somente na afinidade política entre aliados.
Ainda é cedo para dizer que esse estilo dará bons resultados para a cidade e para ele mesmo. Mas se a fórmula funcionar, Bruno terá vencido o jogo.
Para isso, ele terá mais três anos e 8 meses e precisará provar que é possível governar sem ter que ceder, em tudo, para todos.

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