Ocupação de leitos ultrapassa os 90% e impõe necessidade de mais restrições em Campina Grande

Restam desocupados apenas 10 leitos de UTI adulto e 17 de enfermaria, conforme boletim

Foto: reprodução

A covid-19 tem mostrado que a realidade e os números costumam impor a adoção de medidas restritivas. Por mais que alguns ainda discutam a eficácia delas, outros momentos da pandemia provaram que a ampliação do isolamento provoca uma desaceleração dos casos da doença. Em Campina Grande o boletim da saúde divulgado ontem traz dados que apontam, de forma inequívoca, para a necessidade de ampliação de medidas restritivas – mesmo que elas sejam, e são, de fato, prejudiciais para a economia da cidade.

De acordo com os números, 93% dos leitos de UTI adulto estão ocupados na cidade. Restam apenas 10 unidades. Já as enfermarias estão com uma lotação de 91%, 17 leitos desocupados, somente.

As vagas que ainda restam são pouquíssimas quando lembramos que Campina recebe pacientes de outros 69 municípios. E que, no Estado, o quadro geral também não é menos grave.
A expectativa é de que até a próxima quarta-feira o Governo do Estado publique um decreto mais restritivo, para enfrentar o momento. O prefeito de Campina Grande, Bruno Cunha Lima (PSD), bem que poderia se antecipar a essa medida.

Os números justificariam, plenamente, o endurecimento das regras.

O desgaste com alguns setores viria, mas uma parcela significativa da população apoiaria a medida. Na cidade, o risco e o medo de um colapso total no sistema de saúde nunca estiveram tão presentes.
É preciso adotar medidas mais duras. Proibir a circulação de pessoas em grandes centros comerciais, ampliar as restrições quanto a celebrações religiosas e intensificar a fiscalização nos bairros para proibir pequenas aglomerações.
O risco de um colapso total está aí…
 

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