Angélica Nunes
Laerte Cerqueira

Governadores evitam “colocar fogo” na crise entre Planalto e STF, mas condenam ataques às instituições

Por LAERTE CERQUEIRA e ANGÉLICA NUNES 

Foto: Alexandre Vieira/G1

Os 23 governadores e dois vices governadores brasileiros que participaram da reunião nesta segunda-feira (23) decidiram não “colocar fogo” na crise entre Planalto e STF, pelo menos, oficialmente, com manifesto ou carta, ou defesa explícita do Supremo.

Mas não deixaram de lembrar que os ataques às instituições são inadmissíveis e só trazem mais instabilidade, defenderam a democracia e lembraram que eles próprios são vítimas das ofensivas do presidente.

Vários deles destacaram que Bolsonaro quer colocar na conta do ICMS (imposto estadual), e de uma “suposta” insensibilidade dos gestores, os sucessivos aumentos no preço dos combustíveis.

Segundos eles, “escondendo” que é a política de preço da Petrobrás a responsável pelos reajustes, que têm encarecido a vida do cidadão.

A reunião do Fórum Nacional de Governadores acontece três dias após o presidente Jair Bolsonaro pedir o impeachment do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), e esticar ainda mais a crise.

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Na sexta-feira (20), a Polícia Federal deflagrou uma operação que investiga a incitação a atos violentos e ameaçadores contra a democracia. Motivo de prisões de bolsonaristas autorizadas por Morais.

De acordo com o G1, dos 27 governadores e representantes, apenas dois não participaram: o governador do Tocantins, Mauro Carlesse (PSL) e do Amazonas, Wilson Lima (PSC).

De maneira geral, coletivamente, evitaram a batalha e defenderam diálogo em busca de discutir soluções para problemas reais, socioeconômicos, que afetam o brasileiro e, de quebra, a gestão de cada um.

Definiram que vão pedir uma reunião com os chefes dos poderes – mais uma. Numa tentativa de evitar mais incêndios e esfriar os focos que a cada semana surgem.

Ao menos não podem ser culpados de ajudar a jogar mais fogo político na Nação. Melhor assim.

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