Embaixada dos Estados Unidos diz que eleições no Brasil são ‘modelo’ para o mundo após Bolsonaro atacar urnas

Comunicado ressaltou a confiança que os americanos têm no processo eleitoral brasileiro.

Após o presidente Jair Bolsonaro (PL) atacar mais uma vez o sistema de votação com urnas eletrônicas no Brasil, a embaixada dos Estados Unidos divulgou na terça-feira (20) um comunicado em que cita as eleições brasileiras como ‘modelo’ para o mundo.

Na segunda-feira (18), Bolsonaro participou de reunião com embaixadores de diversos países no Palácio do Planalto, e voltou a atacar o uso das urnas eletrônicas no processo eleitoral, sem qualquer prova do que estava dizendo. 

O comunicado emitido pela Embaixada dos EUA no país ressaltou a confiança que os americanos têm no processo eleitoral. ‘’Os Estados Unidos confiam na força das instituições democráticas brasileiras. O país tem um forte histórico de eleições livres e justas, com transparência e altos níveis de participação dos eleitores.’’

‘’As eleições brasileiras, conduzidas e testadas ao longo do tempo pelo sistema eleitoral e instituições democráticas, servem como modelo para as nações do hemisfério e do mundo’’, ressaltou a nota dos Estados Unidos em outro trecho. 

Além da embaixada americana, órgãos brasileiros reagiram às declarações de Jair Bolsonaro, rechaçando qualquer suspeita criada pelo presidente da República. 

Ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) condenaram os ataques. Luiz Edson Fachin, que também é presidente do Superior Tribunal Eleitoral (TSE), disse que o debate político atual ‘’tem sido achatado por narrativas nocivas que tensionam o espaço social’’. 

Rodrigo Pacheco (PSD-MG), presidente do Senado Federal, foi outro a se pronunciar sobre os ataques. Nas redes sociais, Pacheco ressaltou que ‘’a segurança das urnas eletrônicas e a lisura do processo eleitoral não podem mais ser colocadas em dúvida’’.

Além disso, mais de 40 procuradores que atuam na área de direitos humanos e fundamentais fizeram pedido para Augusto Aras, procurador-geral da República, para investigar o presidente Bolsonaro pelos recorrentes ataques ao processo eleitoral, sem provas, durante os últimos anos.

Com informações do g1***