Angélica Nunes
Laerte Cerqueira

Em novo decreto, governador divide responsabilidade com prefeitos

Por LAERTE CERQUEIRA e ANGÉLICA NUNES 

Há quem acredite que o novo decreto é mais “leve” do que se imaginava, quando se leva em conta o cenário de ocupação de leitos , mais de 80% (mais de 94% no Sertão), e taxa de contaminação.

Muito porque não há determinação de toque de recolher, nem suspensão de missas e cultos presenciais durante a semana.

Por outro lado, há quem entenda que não tem mais onde apertar. O decreto diminuiu o horário de abertura dos bares e restaurantes para 16h e os fechou nos fins de semana, com permissão apenas para delivery.

A medida é terrível para o setor. “Fechou” tudo no fim de semana e a reclamação dos empresários é grande. O pior é que a gente sabe que muitos tão pagando por poucos que passam por cima das regras.

Mas a impressão que dá é que governador João Azevêdo (Cidadania) já não quer mais pagar o ônus sozinho dessas medidas. Aperta de um lado, mas espera que os prefeitos assumam a responsabilidade de tomar as medidas mais incômodas.

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Foi assim que aconteceu em cidades do Sertão, quando gestores “desesperados” decretaram o fechamento “de tudo” nos próximos dias. O toque de recolher parte deles e a proibição de venda de bebidas alcoólicas também. O governo comemorou.

Para praças e praias, veio uma recomendação de fechamento. Uma espécie de alerta. Pressionado por religiosos, João Azevêdo deixou igrejas abertas nos dias da semana. Podia ter fechado. Era menos movimentação, sem risco de prejudicar economicamente ninguém.

Até o fim da semana, teremos os saldo dos decretos e vamos ver se os gestores partilharam com o governo o impacto negativo das medidas. Ao menos, em julho, o governador prevê que vai acabar com esse puxa e encolhe.

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