Angélica Nunes
Laerte Cerqueira

Bolsonaro sugere que povo tome banho frio e pare de usar elevador para economizar energia

O presidente deu as sugestões à população em sua live semanal, nesta quinta-feira (23).

Foto: reprodução
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Em sua tradicional live semanal, na noite desta quinta-feira (23), o presidente Jair Bolsonaro voltou a pedir que a população “apague uma luz em casa” como medida de economia para combater a crise hídrica que assola o país. No final de agosto, o presidente já havia feito apelo semelhante, mas dessa vez foi além, sugerindo também tomar banhos frios e evitar elevadores como medida de economia energética.

“Aqui (no Palácio da Alvorada) são três andares. Quando tem que descer, mesmo que o elevador esteja aberto na minha frente, eu desço pela escada. Se puder fazer a mesma coisa no seu prédio… Ajude a gente. Quanto menos mexer no elevador, mais economia de energia nós temos”, disse Bolsonaro.

Bolsonaro alertou para o risco da atual crise hídrica e pediu para que se façam outros sacrifícios no dia a dia em casa, como tomar banho frio:

Tomar banho é bom, mas se puder tomar banho frio, é muito mais saudável. Ajude o Brasil”, acrescentou. “Até faço um pedido para você agora: tem uma luz acesa a mais na sua casa? Por favor, apague. Nós estamos vivendo a maior crise hidrológica dos últimos 90 anos. Se você puder apagar uma luz na sua casa, apague. Se puder desligar seu ar-condicionado, se não puder… Está com 20ºC, passa para 24ºC, gasta menos energia.

Crise energética

O Brasil enfrenta a pior crise hídrica em 91 anos de monitoramento das bacias hidrográficas do país. De acordo com o Operador Nacional do Sistema Elétrico, os reservatórios do sistema Sudeste/Centro-Oeste, que geram 70% da energia do país, operam com 19,59% da capacidade esta semana.

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Especialista afirmam que o desmatamento para utilização de terras pela agropecuária e incêndios florestais estão associados diretamente ao aumento da crise hídrica, o que tem sido negado pelo presidente Jair Bolsonaro. Em seu discurso na ONU ele disse que houve redução da devastação da mata.

Para tentar desestimular o consumo de energia, a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) entrou uma nova bandeira tarifária, que taxou o consumidor no valor de R$ 14,20 por 100kW/h, desde 1º de setembro. O novo valor representa um aumento de 49,6% (ou R$ 4,71) em relação à atual bandeira vermelha de patamar 2.