Angélica Nunes
Laerte Cerqueira

Paraíba registra 8ª maior perda de qualidade de vida do país entre 2017 e 2018, aponta IBGE

Módulo da Pesquisa de Orçamentos Familiares (POF) 2017-2018 apresenta novos índices sobre qualidade de vida da população brasileira.

Foto: Divulgação/CUT-PB

A Paraíba registrou a 8ª maior perda na qualidade de vida do Brasil, entre 2017 e 2018, de acordo com o módulo Perfil das despesas no Brasil: indicadores de qualidade de vida, da Pesquisa de Orçamentos Familiares (POF) 2017-2018, divulgado pelo IBGE.

O estudo, que integra o conjunto de estatísticas experimentais do Instituto, apresenta dois novos indicadores, que medem a qualidade de vida da população. O índice de perda de qualidade de vida (IPQV) leva em conta moradia, acesso aos serviços de utilidade pública, saúde e alimentação, educação, acesso aos serviços financeiros e padrão de
vida e transporte e lazer. O indicador vai de 0 a 1 e, quanto mais perto de zero, melhor a qualidade de vida.

Na Paraíba, o índice foi de 0,208, bem acima da média do país (0,158) e levemente abaixo da do Nordeste (0,209). Entre todas as unidades da federação brasileiras, o índice paraibano só foi menor que os observados: no Maranhão (0,260); no Pará (0,244); no Acre (0,238); no Amapá (0,224); em Alagoas (0,218); no Amazonas (0,216); e no Piauí (0,213).

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No ranking nacional do índice de desempenho econômico (IDS), que apresenta a capacidade da sociedade gerar recursos e convertê-los em qualidade de vida, a Paraíba também ocupou o 8º pior resultado (5,504). O índice resulta da combinação do valor da renda disponível familiar per capita com o IPQV.

Além de ter sido inferior ao constatado na média do Brasil (6,201), o indicador do estado só foi maior que os verificados: no Maranhão (4,897); no Pará (5,099); em Alagoas (5,264); no Acre (5,318); no Amazonas (5,357); no Piauí (5,462); e no Amapá (5,470).

Informações Ascom/IBGE