Angélica Nunes
Laerte Cerqueira

Na Paraíba, Queiroga critica ‘passaporte’ e obrigatoriedade da vacinação para crianças

Ministro da Saúde participou de ato de vacinação de servidores contra a Covid-19 e testagem para diagnóstico da doença no HU de João Pessoa.

Ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, em coletiva à imprensa no HU de João Pessoa. Foto: divulgação/Secom-JP
Ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, em coletiva à imprensa no HU de João Pessoa. Foto: divulgação/Secom-JP

O ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, iniciou sua agenda institucional na Paraíba, neste sábado (15), no Hospital Universitário da Universidade Federal da Paraíba (UFPB), participando de um ato de vacinação de servidores contra a Covid-19 e testagem para diagnóstico da doença. No evento, voltou a criticar a exigência do ‘passaporte da vacina’ e também se posicionou contrário à exigência da imunização para crianças.

Queiroga disse que Ministério da Saúde adquiriu 30 milhões de doses dessa vacina para aplicação nas crianças, mas reproduziu o discurso do presidente Jair Bolsonaro, ao destacar que a “própria indústria farmacêutica não se responsabiliza por eventos adversos”.

Como essas vacinas ainda são recentes, nós reconhecemos os efeitos adversos a longo prazo. Cabe a cada pai e a cada mãe, buscar o esclarecimento devido para tomar a sua decisão. Não é o estado que tem que tomar a decisão. Nós defendemos fortemente a vida e a liberdade. O compete ao estado é dá os meios para as pessoas tomarem a sua decisão”, afirmou o ministro.

Passaporte

Em relação ao passaporte, o ministro explicou que o motivo de ser contrário à exigência do chamado passaporte de vacinação é por entender desnecessária, já que o Brasil está bem na sua campanha de vacinação porque a população tem aderido à vacinação.

“E porque a vacinação no Brasil dá certo? É por conta desse passaporte da discórdia? Que aliás, foram desmoralizados pela ocasião agora dos cruzeiros ou porque as pessoas buscam livremente as campanhas de vacinação? Então, pra mim, o sucesso dessa campanha é pela liberdade que as pessoas têm de buscar a vacina”, comentou o ministro, que estava ao lado do prefeito de João Pessoa, Cícero Lucena (Progressistas), e, assim como o governador João Azevêdo (Cidadania) tem defendido o comprovante da vacina como medida para estimular a imunização na capital.

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Queiroga também defendeu que os médicos possam atender os pacientes maneira “personalizada”. “A minha posição pessoal, o setor público, o serviço público, e as autoridades públicas elas devem se reger pelo principio da impessoalidade. As informações estão todas postas e cada profissional e médicos podem fomentar cada paciente de maneira personalizada”, destacou.

Ômicron

Quanto aos números de casos devido à variante Ômicron, Queiroga avalia que apesar da elevação do número de casos, prevê uma pressão sobre o sistema hospitalar menor que aquela ocorrida na segunda onda. “O sistema de saúde, hoje, é mais preparado, e temos capacidade de duplicar o número de leitos”, afirmou.

Ainda segundo ele, há estoques dos kits de intubação orotraqueal que dariam para suprir o sistema de saúde por três meses e o Brasil não tem problema de produção de oxigênio – o problema é a logística de entrega.

Vacina pediátrica

As primeiras 23.600 doses para a vacinação em crianças, produzidas pelo laboratório Pfizer, para imunizar crianças de 5 a 11 anos, chegaram à Secretaria de Estado da Saúde da Paraíba (SES) na sexta-feira (14) para distribuição aos 223 municípios paraibanos.

A vacinação das crianças em João Pessoa começa neste domingo (16), no Parque da Lagoa e no Parque da Bica (Parque Arruda Câmara), iniciando pelo público prioritário, de 5 a 11 anos, com deficiências e comorbidades. Quanto às crianças quilombolas, as vacinas serão aplicadas nos Quilombos, de 8h às 16h. Não é preciso agendamento e os pais ou responsáveis devem levar o laudo das crianças com deficiência ou comorbidades.