Angélica Nunes
Laerte Cerqueira

Operação investiga esquema de venda de gasolina ligada ao ex-prefeito de Dona Inês

As investigações apuram as práticas de desvio de recursos públicos, fraudes em procedimentos licitatórios e lavagem de dinheiro na gestão municipal entre os anos de 2017 e 2020.

Foto: Antônio Vieira/TV Cabo Branco

Uma operação do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) e da Polícia Civil, foi deflagrada na manhã desta quinta-feira (20), no município de Dona Inês, Solânea e Guarabira, no Brejo paraibano. O alvo das investigação da Operação Passando a Limpo é um suposto esquema de fraude na venda de gasolina para a prefeitura da cidade de Dona Inês.

As investigações apuram as práticas de desvio de recursos públicos, fraudes em procedimentos licitatórios e lavagem de dinheiro na gestão municipal entre os anos de 2017 e 2020, na gestão do ex-prefeito João Idalino (Cidadania).

Foram decretadas 14 ordens judiciais de busca e apreensão domiciliar, a fim de se angariar novos elementos probatórios que apontam para o desvio de recursos públicos, fraudes em procedimentos licitatórios, lavagem de dinheiro, entre outros ilícitos cometidos por grupo criminoso instalado no período em que Idalino comandou o município.

A operação está sendo realizada através da força tarefa do Ministério Público e da Polícia civil do Estado da Paraíba, por meio da Promotoria de Justiça de Bananeiras, Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (GAECO), bem assim a Delegacia de Combate à Corrupção – DECCOR.

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Entenda o caso

Investigação contida no Procedimento Investigatório Criminal em trâmite na Promotoria de Bananeiras, aponta para a existência de grupo criminoso responsável pela contratação de empresa para o fornecimento de combustível para a
prefeitura municipal de Dona Inês.

Durante as investigações foram detectados documentos que atestam que a administração da referida empresa de combustível era realizada pelo próprio gestor municipal (até então, prefeito da referida edilidade naquele período).

A empresa contratada é um posto de combustível cuja propriedade seria, em tese, da irmã do ex-prefeito, apontado como líder do grupo criminoso investigado, quando esta possivelmente estaria na condição de “laranja”. Inclusive, procurações conhecidas nos autos registram a outorga de poderes da administração da empresa em favor do seu irmão (prefeito à época).

As ordens judiciais estão sendo cumpridas pela Policia Civil do Estado da Paraíba, oportunidade em que o Ministério Público concentra as atividades – gerenciamento, recepção de documentos e bens apreendidos etc. – na Promotoria de Justiça de Bananeiras.