Angélica Nunes
Laerte Cerqueira

Queiroga afirma que país não atingiu pico da variante Ômicron

Dados de contaminados e de ocupação de leitos na Paraíba preocupa autoridades.

Foto: Antonio Cruz/Agência Brasil
Ministro da Saúde, Marcelo Queiroga
Foto: Antonio Cruz/Agência Brasil

O ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, afirmou hoje (6) que o Brasil ainda não chegou ao pico da nova onda da covid-19 causada pela variante Ômicron. O alerta à população foi feito em sua conta pessoal no Twitter.

“Analisando a última semana epidemiológica do país, tivemos aumento de casos causado pela Covid-19 e ainda não chegamos no pico da onda causada pela Ômicron. O enfrentamento contra a doença continua”, avaliou Queiroga.

A declaração do ministro recai para uma realidade que vem sendo percebida aqui na Paraíba em relação ao aumento de casos e à volta da ocupação de leitos de enfermaria e de UTI covid.

Segundo dados da Secretaria de Estado da Saúde, de ontem para hoje foram 3.639 novos casos e 14 óbitos confirmados em decorrênciada Covid-19.

Sobrecarga

Nitidamente esses dados tem provocado um comprometimento do sistema. Os leitos de enfermaria para Covid no estado já estão com 61% da capacidade ocupada. Na grande João Pessoa, o percentual chega a 96%.

Veja também  Seis municípios da Paraíba serão contemplados com projeto de desenvolvimento federativo da Sudene

Uma sobrecarga que chama a atenção, principalmente em confronto ao discurso de que a Ômicron seria um vírus ‘mais leve’ apesar da alta transmissibilidade.

No Twitter, o ministro da Saúde disse que a pasta monitora a pressão sobre o sistema de saúde e a ocupação de leitos de UTI. “Há espaço para abertura de novos leitos e estamos apoiando os Estados sempre que necessário. A atenção primária também tem sido reforçada”, ressaltou.

Vacinação

Na mesma postagem, Marcelo Queiroga enfatizou a importância da vacinação para que os casos tenham sintomas mais leves. “Se você ainda não tomou a segunda dose e a dose de reforço, não esqueça de completar seu esquema vacinal”, alertou.

O secretário executivo da Saúde, Daniel Beltrammi, afirmou que a maioria dos internados são idosos, principalmente os que não tomaram dose de reforço, e pessoas não vacinadas.