Angélica Nunes
Laerte Cerqueira

Opinião: Cássio e Bruno têm que “entrar de cabeça” na campanha de Pedro

Estava na hora. Passou da fase de apenas ser, agora, é hora de também parecer totalmente engajados.

Foto: Laerte Cerqueira

Nas últimas semanas, vimos, mais explicitamente, a campanha do deputado federal Pedro Cunha Lima (PSDB) receber a presença do ex-senador Cássio Cunha Lima (PSDB) e do prefeito de Campina Grande, Bruno Cunha Lima (PSD), no palanque, nos discursos e nas defesas públicas.

Estava na hora. Cássio e Bruno têm que “entrar de cabeça” na campanha de Pedro. Passou a fase do ser. Agora é hora de também parecer um grupo forte e totalmente engajado.

De fora, no “início”, via-se um Pedro só, acreditando sozinho na própria força, percorrendo cidades, tentando imprimir suas ideias sem multiplicadores. Se não foi assim, pareceu assim, do lado de cá.

Todos sabiam que, no caso de Cássio, havia um trabalho nos bastidores de conversa, de articulação, mesmo longe da “vida pública” e cuidando dos negócios no escritório de advocacia.

Mas, a seis meses da disputa, com janela partidária fechada, é preciso considerar que ele é o principal cabo eleitoral e que precisa estar na rua, junto.

Dele deve vir a confiança mais forte e mais legítima à candidatura do deputado federal. As comparações, de todos os tipos, são inevitáveis, mas, no cálculo político, há muito mais ganho do que perdas.

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Outro que deve vestir a camisa e entrar em campo sem titubeios é Bruno. Uma entrada ainda mais explícita, com direito a andanças pelo estado, pela Região Metropolitana de Campina Grande.

Um forma de acabar com a boataria de que há uma concorrência política entre os dois, mesmo agora, cada um vivendo seu momento político.

Também demonstra a unidade tão cobiçada em tempos de salada mista.

Um grupo que ainda tem Romero Rodrigues (PSC), Ruy Carneiro (PSC), Tovar Correia Lima e Camila Toscano, Marcos Diogo (prefeito de Guarabira), do PSDB.

Se o grupo se fortalecer, pode, a preço de hoje, ganhar mais espaço nessa oposição dividida em várias partes.

Entre os que estão na disputa direta, Nilvan Ferreira, do PL, que tem Bolsonaro como principal cabo eleitoral; e Veneziano, do MDB, que espera apoio explícito de Lula e já tem apoio do pré-candidato ao Senado, Ricardo Coutinho (PT).

Ou seja, temos uma disputa paralela na oposição, que requer estratégia e presença.