Após derrota, Nilvan diz que planos são descansar e reorganizar vida profissional

Sobre o seu futuro político, Nilvan despistou e disse que “o futuro a Deus pertence”.

Nilvan Ferreira diz que planos são descansar e reorganizar vida profissional. Foto: Danilo Alves/TV Cabo Branco

Após a derrota nas urnas em João Pessoa, o radialista Nilvan Ferreira (MDB) afirmou que os próximos planos são descansar e reorganizar a vida profissional. Candidato pela primeira vez, ele conquistou 163.030 votos, ficando em segundo lugar na disputa pela prefeitura da capital paraibana, perdendo para Cícero Lucena (Progressistas). Nilvan concedeu entrevista na noite deste domingo (29), em uma casa de recepções localizada no bairro Mangabeira.

Sobre o futuro político, ele preferiu usar a famosa frase: “o futuro a Deus pertence”.

“Vou ficar mais perto da família, depois vou organizar minha vida profissional e o futuro a Deus pertence. Às vezes a gente planeja algo, mas daqui a três quatro meses não acontece, pois a gente não tá bem ou até vivo. Deus sabe como vai fazer, até porque ele me encarregou de cumprir essa missão e agora ele já tem outro desafio pra mim. Eu fui muito criticado nessa eleição, tinha gente que dizia ‘esse macaco não tira nem 100 votos’ e eu tive mais de 163 mil. Eu saio dessa eleição como um negro muito orgulhoso”, comentou, afirmando ter sofrido ofensas racistas.

Neste segundo turno, João Pessoa registrou 23,34% de abstenções, chegando a 121.917 eleitores que não foram às urnas. Nilvan fez uma avaliação, afirmando que não foi só a Covid-19 que foi responsável por estes números, mas também a descrença das pessoas, em relação ao atual cenário da política brasileira.

“A Covid-19 tirou muita gente das urnas, mas teve outro fator. O meu maior desafio foi de mostrar que eu era diferente, pois muita gente pensa que política é sinônimo de ser ladrão ou ser corrupto. A gente viu o derrame de dinheiro e cesta básica que caiu em João Pessoa na semana passada. Muita gente não acredita mais nessa política que está aí. A política precisa ser um ambiente do bem, mas a estratégia é assim: deixa o povo passar fome, sem calçamento e sem transporte, porque na eleição a gente compra o povo e promete tudo isso. Teve a Covid, mas também teve a descrença do povo na política”, desabafou.