João Paulo Medeiros

PSD e MDB enfrentam um mesmo risco na Paraíba: o da desunião em 2022

Projetos de Romero e de Veneziano podem ter resistências internas em 2022

Veneziano Vital do Rêgo, João Azevêdo e Romero Rodrigues
Veneziano Vital do Rêgo, João Azevêdo e Romero Rodrigues
Veneziano Vital do Rêgo, João Azevêdo e Romero Rodrigues

O enredo político dos últimos meses, na Paraíba, indica que pelo menos dois partidos chegarão ‘rachados’ no processo eleitoral de 2022. O PSD, liderado pelo ex-prefeito de Campina Grande, Romero Rodrigues; e o MDB, comandado no Estado pelo senador Veneziano Vital.

É que os principais atores das duas legendas devem adotar rumos diferentes em torno do projeto de reeleição do governador João Azevêdo (Cidadania).

No PSD, por exemplo, enquanto Romero tem aceitado o desembarque de aliados das hostes oposicionistas, o prefeito Bruno Cunha Lima já avisou que continuará no bloco, ao lado do PSDB e de outras legendas que fazem oposição ao Governo.

Já no MDB a fissura iminente pode separar Veneziano do grupo liderado pelo ex-governador Roberto Paulino. Enquanto o primeiro não desestimula a possibilidade de uma candidatura própria, o time ‘Paulino’ deixa claro que continuará com Azevêdo – independente do cenário.

E há razões óbvias nisso.

As particularidades locais, em Campina e Guarabira, dificultam um movimento de Bruno Cunha Lima na direção do Governo e uma ruptura de Paulino com Azevêdo, em Guarabira. A manutenção das posições, para os dois, parece significar a alternativa mais lógica nesse momento.

Veja também  TCE rejeita recurso de ex-governador e mantém desaprovação das contas de 2017

Por outro lado, Veneziano e Romero estão diante de um outro horizonte.

O emedebista enxerga com desconfiança a possibilidade de ficar sem espaço na chapa de Azevêdo e Romero busca independência em um caminho ‘solo’, sem a curatela do grupo Cunha Lima.

Sob o discurso de fortalecimento das duas legendas, os dois tentam reunir o maior número de partidários em torno de seus projetos, mas um esfacelamento parece cada vez mais próximo. É possível que, formalmente, os interesses adversos continuem nas mesmas siglas, mas dificilmente estarão unidos sob a mesma bandeira.

A ruptura, nas urnas de 2022, caminha perto dos dois partidos.