João Paulo Medeiros

Diante de caso isolado em Lucena, deputada bolsonarista pede suspensão da vacinação. MPs contestam

MPs argumentam que falhas são isoladas e já estão sendo apuradas

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Foto: Gustavo Sales/Câmara dos Deputados

Um pedido feito pela deputada bolsonarista Carla Zambelli, junto à Anvisa, tem preocupado as autoridades de saúde da Paraíba e representantes do Ministério Público. Tendo por base o caso isolado ocorrido na cidade de Lucena, ela solicitou a suspensão da vacinação infantil no país.

O pedido é, completamente, descabido. É ridículo e um desserviço público.

As falhas grosseiras ocorridas na cidade já estão sendo apuradas pelos MPs e por outros órgãos de fiscalização. E, principalmente, elas fazem parte de uma situação isolada. A vacinação no restante do Estado ocorre normalmente, sem maiores atropelos.

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Ao tomarem conhecimento do ofício 06/2022, encaminhado à Anvisa, o Ministério Público Federal informou ao órgão as providências que já estão sendo tomadas e contestou a tentativa de barrar a vacinação.

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“Sopesamos que um fato isolado – o qual, repita-se, já se encontra em apuração -, concernente exclusivamente à inobservância dos protocolos de operacionalização da imunização do público infantil em uma única unidade de saúde, não pode ser utilizado como pretexto para justificar a suspensão do curso de toda uma campanha de vacinação, esta, sim, uma medida que, se efetivada, colocaria em risco todo o público-alvo, o qual, há meses, aguardam pelo aludido imunizante”, destaca o MPF.

Um documento semelhante foi enviado ao Ministério da Saúde, relatando a falta de necessidade de suspensão da vacinação.

Os MPs avaliam que uma possível suspensão seria derrubada no Judiciário, posteriormente. Sobretudo porque não teria lógica ou base alguma. Mas que ainda assim haveria prejuízo à coletividade, pela interrupção dos trabalhos.