João Paulo Medeiros

No fim das contas, cenário para o Senado na Paraíba dependerá da inelegibilidade (ou não) de Ricardo Coutinho

Ex-governador tenta reverter decisão do TSE para disputar vaga no Senado

Foto: divulgação
Foto: divulgação

O debate e uma enxurrada de teses sobre a disputa para o Senado, na Paraíba, têm ocupado boa parte das rodas de conversa da política estadual nos últimos meses. Essa semana, diante da indefinição do deputado Aguinaldo Ribeiro (Progressistas) em entrar na disputa, o tema entrou em ebulição.

Mas há algo que não pode deixar de ser dito: os cenários dependerão, necessariamente, da decisão da Justiça em considerar inelegível, ou não, o ex-governador Ricardo Coutinho (PT).

Coutinho é pré-candidato à vaga, mas terá que reverter a entendimento do TSE que o tornou inelegível. Ele vai ‘apelar’ ao STF para tentar ser ‘liberado’ para o pleito.

O fato de os cenários dependerem da presença do ex-governador na disputa não significa, contudo, que ele é favorito para a vaga. O petista tem aparecido bem nas sondagens de intenção de voto, mas o desgaste provocado pela Operação Calvário pode, no decorrer da campanha, derreter os índices.

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É inegável, porém, que o nome de Ricardo no ‘jogo’ embaralharia as cartas.

Dificultaria, e muito, os planos dos demais pré-candidatos. Sobretudo aqueles que pretendem estar alinhados com a candidatura do ex-presidente Lula. O espaço, nesse tecido social, ficaria apertado.

No campo bolsonarista, a presença do ex-governador seria também uma ‘pedra no sapato’. Ninguém duvida, por exemplo, que ele iria para o enfrentamento e tentaria se beneficiar com a polarização do pleito.

A situação de Coutinho, junto à Justiça Eleitoral, é um fator importante para a disputa.