Amy morreu há cinco anos. “Back to Black” é seu legado

Neste sábado (23), cinco anos da morte de Amy Winehouse.

A branca que tenta cantar como os negros, a carreira curta, a discografia mínima, os excessos, a morte aos 27. Muito nela remete a Janis Joplin.

A soul music está nas duas, mas não há em Amy os blues de Janis. Nem em Janis o jazz de Amy.

Os tempos são muito diferentes. Janis era mais “diamante em estado bruto”, uma espontaneidade que se perdeu. Amy passa por uma produção impecável que resulta em “Back to Black”, a rigor, o único disco que fica como legado.

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“Frank” esboça as coisas. É como se fosse um rascunho. Sugere a cantora que ouviríamos mais tarde. “Back to Black” traz a artista que conquistou dimensão internacional.

E é um álbum excepcionalmente bem produzido. Soul music com a sonoridade do século XXI e jeito de coisa velha. Não se perde uma faixa!

Grande voz, grande banda, arranjos muito bem feitos, canções irresistíveis.

Está naquele livro sobre os 1001 discos que a gente tem que ouvir antes de morrer: a Amy de verdade é, para a música, a salvadora do soul.