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ECONOMIA

Com a chegada de outubro, fique de olho nas vagas temporárias de emprego

Apesar da crise econômica, mercado ainda deve contratar novos funcionários para reforçar equipes no último trimestre do ano.

Publicado em 04/10/2015 às 8:01

Com a chegada do mês de outubro, começam a aparecer as vagas de emprego temporário, contudo este ano com a crise econômica, a época do final de ano não deve ser positiva para os empresários dos setores do comércio varejista e de serviços, e muitos irão pisar no freio na hora de investir em seus estabelecimentos e contratar no último trimestre do ano. Segundo um levantamento realizado pelo Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) e a Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL), apenas 7% dos empresários afirmaram que vão contratar funcionários.

O levantamento do SPC Brasil e da CNDL foi feito com 1.168 empresas situadas nas capitais e em cidades do interior do país. Segundo o estudo, nove em cada dez (88%) empresários não contrataram nem pretendem contratar funcionários para reforçar o quadro das empresas no último trimestre do ano. Entre os motivos alegados está a queda nas vendas e a falta de confiança na economia.

Apesar das perspectivas pouco animadoras, as oportunidades devem surgir, especialmente, no setor do comércio. O estudo mostra que 24.427 vagas temporárias serão criadas no país no final de 2015.
A Associação Brasileira do Trabalho Temporário (Asserttem) espera que o número de vagas temporárias no país possa superar e muito as estimativas do SPC Brasil e da CNDL. Para a associação em todo o Brasil devem ser gerados 107.800 vagas de emprego temporário.
Na Paraíba, a Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado (Fecomércio-PB), também é otimista e estima que sejam gerados entre 5 mil e 5,5 mil vagas.

De acordo com o presidente da Fecomércio-PB, o número se manteve estável, se comparado a 2014. "Isto se deve ao fato do nosso estado encontrar-se financeiramente equilibrado, apesar da instabilidade observada no cenário nacional e em outros estados da Federação", aponta.

Perfil

Segundo a Asserttem, a faixa etária que tem maior número de contratações tanto no comércio como na indústria é a de 18 a 40 anos. No comércio, é necessário que tenham ao menos o 1º grau completo, mas também é desejável que possuam o 2º grau completo - aumenta o número de possibilidades.
Já na indústria, é necessário que tenham o 2º grau completo, e como diferencial espera-se a qualificação técnica em automação industrial, eletrotécnica, mecatrônica, química, informática, segurança do trabalho, administração, secretariado e/ou cursos para funções específicas.

Vagas

Entre as empresas que pretendem oferecer vagas para temporários este ano está a Kopenhagen, marca de chocolates finos e que conta com duas unidades no Estado. Ela irá abrir quatro vagas nas duas unidades, representando um aumento de 50% de aumento no número de profissionais.

De acordo com a proprietária das unidades da Kopenhagen na Paraíba, Marcela Fujiy, eles serão contratados de 3 a 6 meses. "Procuramos pessoas pro-ativas, dinâmicas e de fácil comunicação, já que atuam diretamente com as vendas", afirma. Ainda segundo ela, é possível que haja efetivação nas vagas temporárias. "Já ocorreu diversas vezes. Quem se destaca acaba conseguindo a vaga permanente", afirma.

Já O Boticário, empresa que tem quase 80 pontos de venda na Paraíba, também deve abrir vagas de emprego temporário para os próximos meses. De acordo com Rosa Aguiar, diretora comercial do grupo Maxims, empresa que detém a franquia da marca em João Pessoa, a busca é por pessoas que incorporem qualidade, bom atendimento ao cliente e que estejam abertos a conhecer os seus produtos.

Experiência pode impulsionar a carreira dos trabalhadores

Se o trabalhador é fundamental para a indústria e para o comércio, o trabalho temporário também pode ser um impulsionador na carreira de um profissional. Especialistas garantem que este pode ser o caminho para garantir uma contratação efetiva.

“Primeiro temos um profissional atuando ao lado dos já contratados. Se ele se sair bem, tem grandes chances de ser efetivado. Mas eu destacaria ainda que, como trabalhador temporário, o profissional recebe treinamento prático. Em um momento em que há grande valorização do treinamento e desenvolvimento, ter a chance de atuar de forma prática na companhia, ao lado dos que trabalham lá no dia a dia e que sabem exatamente como o trabalho deve ser feito, tem um grande valor para o currículo”, garante Marcos Abreu, fundador-presidente da Employer, especialista em trabalho temporário e diretor jurídico da Asserttem.

O especialista ressalta ainda que é um grande mito dizer que o trabalho temporário “suja a carteira”. Para ele, o que “suja a carteira” é a demissão por justa causa. “Um trabalhador que mostra que está apto e que está com vontade de trabalhar jamais ‘suja a carteira’. No mais, estamos falando de um trabalho reconhecido por lei. O contrato temporário não prejudica o funcionário, mesmo quando o prazo do contrato é inferior a 90 dias, uma vez que se trata de um trabalho esporádico reconhecido pela lei trabalhista. Uma das finalidades do trabalho temporário é levar o trabalhador a adquirir experiência e diversas competências, facilitando sua recolocação no mercado de trabalho”, finaliza.

Quem está desanimado porque pensa que a crise pode diminuir o número de empregos temporários pode estar enganado: em um ano de crise, como o atual, em que muitas empresas foram forçadas a demitir alguns de seus empregados permanentes, os temporários surgem como uma opção eficaz para a retomada da força produtiva. Vale dizer: enquanto os empregos formais caíram em 2015, a contratação de temporários se manteve igual à de 2014.

“Não tivemos aumento na contratação, mas também não tivemos queda, o que mostra o quanto esses trabalhadores são importantes. Mesmo nos períodos de dificuldades, é com eles que as empresas contam para melhorarem seus números”, afirma Marcos Abreu, fundador-presidente da Employer, especialista em trabalho temporário e diretor jurídico da Asserttem (Associação Brasileira do Trabalho Temporário).

De acordo com Abreu, os trabalhadores temporários são essenciais para a economia de um país. E é devido à possibilidade de se contratar trabalhadores temporários que o setor industrial pode vencer suas atividades em determinados períodos mais atribulados, assim como o comércio consegue ampliar sua força de venda em momentos específicos.

Com uma série de direitos já assegurados pela Lei 6.019/74, que rege o trabalho temporário, esses trabalhadores vêm conquistando outros benefícios importantes para assegurar sua equivalência de direitos. Uma delas acaba de ser alcançada: o Tribunal Superior do Trabalho reconheceu que os trabalhadores temporários deverão estar enquadrados no mesmo sindicato que representa os empregados do quadro permanente da empresa onde estão atuando. Ou seja, o trabalhador temporário possui a mesma identidade profissional do efetivo da empresa para a qual ele presta serviço.

Direitos dos trabalhadores temporários de acordo com a Lei Federal 6.019/74

a) remuneração equivalente à percebida pelos empregados de mesma categoria da empresa tomadora ou cliente;

b) jornada de oito horas, remuneradas as horas extraordinárias não excedentes de duas, com acréscimo de 50% (acréscimo mínimo, prevalecendo o acréscimo estabelecido na CCT da Empresa Utilizadora);

c) férias proporcionais;

d) repouso semanal remunerado;

e) adicional por trabalho noturno;

f) indenização por dispensa sem justa causa ou término normal do contrato, correspondente a 1/12 (um doze avos) do pagamento recebido (substituída pelo FGTS – Fundo de Garantia do Tempo de Serviço | Decreto nº 99.684/90, Art. 9º);

g) seguro contra acidentes do trabalho;

h) proteção previdenciária;

i) registro na Carteira de Trabalho e Previdência Social do trabalhador na condição de temporário.

Fonte: Associação Brasileira do Trabalho Temporário

Contratações

70% - Comércio
Comércio de rua, os shoppings e os supermercados, sendo que as principais funções são atendimento, crediário, embalador, estoquistas, etiquetador, fiscais de caixa, fiscais de loja, promotor de vendas, repositor e vendedor.

30% - Indústria
Indústrias de bens de consumo, como alimentos, bebidas, brinquedos, vestuário e papel. Nessa área, as principais funções são de assistente administrativo, assistente financeiro, auxiliar administrativo, auxiliar de produção, auxiliar de serviços gerais, estoquista, motorista, operador de empilhadeira, operador de máquinas, técnico em manutenção industrial e técnico em segurança do trabalho.

Fonte: Associação Brasileira de Trabalho Temporário (Asserttem)

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Jornal da Paraíba

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