Campina Grande, conhecida como Rainha da Borborema é inspiração para escritores de diversas gerações e nesse grande número de material produzido, fica preservada a história e a memória da cidade. Livros e cordéis são verdadeiros guardiões da cultura local.
Antes de registrar a memória de Campina em manuscritos, era na voz nômade dos cantores, dos violeiros, dos repentistas, que a história da cidade era repassada para as novas gerações.
Campina Grande possui o maior acervo de cordel do mundo."O entroncamento comercial, que fez com que nascesse a nossa feira, o nosso povoado, a nossa vila, até nos emanciparmos como cidade está presente na poética cordelista", explica a professora Sirleia Farias.
"As páginas dos livros que preservam o passado tornam viva a história da cidade no presente. Hoje folhas de papel e tecnológicas telas se confundem e escrevem o futuro onde a educação é o principal caminho para o desenvolvimento da cidade".
As bibliotecas universitárias são verdadeiras protetoras da memória de Campina Grande. Os corredores da biblioteca Átila Almeida na Universidade Estadual da Paraíba (UEPB) preservam obras raras. "Na biblioteca tem diversas fontes. Além dos livros, tem revistas sobre a história da cidade, tem jornais", fala a bibliotecária Marília Danielle sobre a importância das pessoas manterem o contato com a história da cidade.
Aparecida Barbosa, historiadora da Biblioteca Municipal, aponta a importância da preservação da história e da memória de Campina Grande em todo o país. "A biblioteca cumpre esse papel de guardar essa história para passar para as novas gerações. Para as nossas crianças conheceram o que foi a Vila Nova da Rainha e o que é a Rainha da Borborema", finaliza Aparecida.