Construção civil tem 40% das indústrias

Número de construtoras na Paraíba cresce em uma média de 30% por ano, tendo chegado às atuais três mil indústrias.

Representando uma fatia de 40% do total de sete mil indústrias cadastradas na Federação das Indústrias do Estado da Paraíba (Fiep), o ramo da construção civil dá mostras de sua expansão no setor industrial. Segundo o presidente da Fiep-PB, Francisco (Buega) Gadelha, desde 2008, o número de construtoras na Paraíba cresce em uma média de 30% por ano, tendo chegado às atuais três mil indústrias.

“É uma participação forte em nossa indústria, pois é o setor que mais gera empregos e gerou maior alta no PIB”, pontuou Buega.

Em 2012, a venda e o faturamento da construção civil cresceram em torno de 1%, enquanto no ano anterior essa variação havia sido de 16%, segundo o presidente do Sindicato da Indústria da Construção Civil de João Pessoa (Sinduscon-JP), Fábio Sinval.

“Há 2 anos, a construção civil era uma grande oportunidade de se ganhar dinheiro, tanto que profissionais de outras áreas passaram a investir em construtoras. Esse crescimento desordenado acabou provocando um apagão de mão de obra, mas, para este ano, acredito que as empresas que irão se destacar são aquelas que investem em um diferencial em suas obras, uma vez que o público está bem mais exigente, inclusive o de baixa renda”, avaliou Sinval, estimando em 4% ou 5% a alta do faturamento do setor em 2013.

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Já o presidente do Sinduscon-CG, Lamir Motta, diz que a atividade segue em pleno aquecimento na cidade. “Algumas empresas que investem em apartamentos básicos, sem diferencial, sofreram uma leve retração em 2012 devido à competitividade, mas a construção civil segue em ritmo acelerado em Campina Grande. Daqui para frente, no entanto, a tendência é que o número de indústrias do setor fique estável pelo forte crescimento nos últimos anos”, afirmou.

Já Buega acredita que a forte competitividade promete estabilizar o mercado daqui para a frente. “Não diria que a construção está passando por uma desaceleração, pois os preços continuam elevados. O que está acontecendo é que a demanda em cada empresa está menor em função do mercado estar muito dividido entre várias construtoras, por isso acho que esse índice de abertura de empresas será mais discreto este ano, pois os empresários já estão conscientes de que o mercado não está mais tão fácil assim”, esclareceu.

O reflexo do crescimento da indústria da construção na economia paraibana também refletiu no Produto Interno Bruto (PIB), calculado pelo IBGE. A participação no PIB cresceu 3,5 pontos percentuais no período 2005-2010. Em 2005, a construção participava apenas com 4% da economia e subiu para 7,5%, em 2010, maior crescimento entre as atividades.