José Maranhão, um político à moda antiga… o 'mestre de obras' da Paraíba

Senador tinha 87 anos e ficou conhecido por executar obras hídricas e apagar candeeiros no Estado

Foto: Agência Senado

Ao perder a luta contra as complicações da covid-19 ontem, o senador paraibano José Maranhão (MDB) deixa um legado para a classe política paraibana. Em mais de 60 anos de vida pública, jamais teve o nome envolvido em escândalos de corrupção e desvios – biografia em extinção nos dias atuais. Era um político à moda antiga, com um estilo peculiar que a Paraíba aprendeu a reconhecer.
O nome terá espaço na lista dos grandes líderes políticos que o Estado teve, a exemplo de Antônio Mariz, Humberto Lucena, Wilson Braga…
Em um universo dinâmico (o da política) cultivou aliados e foi, quando preciso, para o enfrentamento diante de adversários. Mas sem perder o respeito por todos.
Mas um título será imortalizado com ele: o de ‘mestre de obras’. José Maranhão ocupou por três momentos a cadeira mais importante da Paraíba, como governador, no Palácio da Redenção. E foi de lá que executou obras nos quatro cantos do Estado.
Apagou candeeiros, tirou do papel o Canal da Redenção, em Sousa; construiu açudes, adutoras e barragens importantes para a sobrevivência da população paraibana.
Tanto é que hoje, no dia posterior à sua morte, antigos adversários e aliados lamentam a morte do filho ilustre de Araruna.

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Nas palavras do professor e poeta Rangel Júnior…
“Foi-se a velha baraúna
Tombada no fim da estrada
O último voo da Araruna
Rompe o céu na madrugada
Deixando marcas na serra
Depois da longa jornada.”