Folha denuncia pagamento de matéria

Segundo jornal, senador teria comprado matérias em jornais paraibanos.

Pelo menos um dos servidores comissionados ‘sob regime especial de frequência’ do gabinete do senador Vitalzinho comprovadamente não frequenta o trabalho: a estudante Maria Eduarda Lucena dos Santos, filha do jornalista Adelson Barbosa.

Segundo a reportagem da Folha, a servidora ‘fantasma’ não é jornalista e nunca prestou qualquer tipo de serviço como assessora parlamentar do senador Vital do Rêgo Filho.

Em reportagem publicada no jornal Folha de São Paulo, na última terça-feira, Barbosa revelou usar o cargo da filha para ficar com o salário e dividir o dinheiro com outros dois colegas jornalistas que fazem assessoria de imprensa de Vital.

Sobre o tema, o senador Vitalzinho disse apenas que estava abrindo uma sindicância interna em seu escritório em João Pessoa para apurar as irregularidades. “Liguei para o meu gabinete e fui informado de que a funcionária presta serviço regular e eles estão tomando as providências na Paraíba”.

Não bastasse os servidores ‘fantasmas’, a Folha acusou ainda, na última quinta-feira, o senador Vital de usar dinheiro público para comprar reportagens a seu favor na imprensa paraibana. Ao menos três jornalistas, de rádio e sites da internet, confirmaram que recebem dinheiro de verba indenizatória do senador Vitalzinho para publicar matérias que seu gabinete encaminha ou produz.

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Segundo a reportagem da Folha, desde que assumiu o mandato em 2011, Vitalzinho repassou R$ 41 mil para os outros três jornalistas. Apenas para o Blog Mais PB, de junho de 2011 até maio deste ano foram pagos R$ 20 mil.

O jornalista responsável pelo site, Heron Cid, disse à Folha que “o pagamento só é feito quando a empresa, além da nota fiscal, manda o comprovante das matérias. Mensalmente a assessoria pede o envio das notas”, afirmou.

Além do Mais PB, também são citados pela reportagem os nomes dos radialistas Paulo Roberto Florêncio e Sílvio Romero.

Ambos confessaram à reportagem receber dinheiro para divulgar material ‘emitido’ pela assessoria do senador peemedebista.

“Sou jornalista, tenho um programa de rádio e falo a divulgação do parlamentar durante o programa. Ganho para isso”, afirmou Florêncio.