Angélica Nunes
Laerte Cerqueira

Movimentação de aliados tira João Azevêdo da ‘zona de conforto’ para 2022

Por ANGÉLICA NUNES

 

Os aliados tiraram o governador João Azevêdo com outras possível composições para 2022. Foto: reprodução/TV Cabo Branco

Até pouco tempo, as “escancaradas” divergências do grupo de oposição, encabeçado por Romero Rodrigues (PSD), acabaram gerando um clima de ‘ganha em primeiro turno’ para o governador João Azevêdo (Cidadania). A movimentação de aliados do virtual candidato à reeleição na última semana, no entanto, deu uma embaralhada no jogo político paraibano. No mínimo, tirou João da zona de conforto.

A maior parte dessas teses de “autonomia” em relação à uma aliança para 2022 podem até ser balão de ensaio. Talvez uma tentativa de barganhar vaga na chapa majoritária, de pleitear mais espaços de poder, criando um cenário de que esteja sendo cortejado por opositores. Não se sabe ainda, no entanto, o que tem de concreto nisso.

Democratas

O deputado federal Efraim Filho (DEM), mesmo com o pai ainda lotado na Secretaria de Agricultura no governo Azevêdo, tem plantado o discurso que será candidato ao Senado independente em que chapa for.

Efraim tem conquistado o apoio de prefeitos de partidos diversos e não descarta disputar ao cargo na chapa com Romero. O ex-prefeito de Campina Grande, inclusive, é mais alinhado politicamente a Efraim na esfera nacional, já que ambos apoiam a reeleição de Bolsonaro.

Emedebistas

Quem também plantou uma possibilidade de ruptura (sem querer ou com alguma intenção) foi o MDB do senador Veneziano. O presidente do diretório em João Pessoa, o vereador Mikika Leitão, saiu de uma reunião da executiva estadual ontem (26) sugerindo isoladamente o nome de Vené para disputa ao governo em 2022.

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Veneziano nega que tenha tais pretensões, diz que foi uma opinião do próprio Mikika e não sugerida por ele. Fato é que ele e o ex-senador Cássio Cunha Lima (PSDB), rivais políticos históricos em Campina Grande, teriam tido um encontro em Brasília. O assunto? Mantém reserva.

O senador Veneziano foi eleito em 2018 na chapa encabeçada pelo governador João Azevêdo. Foto: divulgação/Facebook

Progressistas

No núcleo dos Progressistas, a insegurança parte de movimentação as instâncias superiores, com a possibilidade do presidente Jair Bolsonaro se filiar ao partido. O sinal de alerta foi aceso após a indicação de Ciro Nogueira para a Casa Civil. Não demorou para retomarem com as teses de candidatura da senadora Daniella Ribeiro (PP) ao governo, o que forçaria um rompimento com João para 2022.

Outro problema no radar das futuras composições é o movimento do deputado Aguinaldo Ribeiro (PP) para disputa ao Senado. Ainda que não vingue a filiação de Bolsonaro ao Progressista, a manutenção da aliança deles com o projeto de reeleição de João esbarraria na falta de espaço na chapa, no caso do governador optar por Efraim.