Zé do Caixão completa 50 anos

Há cinco décadas aparecia, num pesadelo do diretor José Mojica Marins, o personagem que o tornaria famoso no mundo inteiro.

Há 50 anos surgia o mais famoso personagem do cinema brasileiro de horror: Zé do Caixão. Alter ego do cineasta José Mojica Marins, Zé do Caixão nasceu de um sonho, ou melhor, um pesadelo macabro em que um ser de roupa preta tirava o diretor da cama, o levava até o cemitério, abria um túmulo e o jogava dentro.

Zé do Caixão estreou no cinema no ano seguinte ao pesadelo, 1964, quando entrou em cartaz À Meia-noite Levarei sua Alma, hoje um dos filmes mais cultuados de Mojica. É ele que abre, nesta terça-feira, a mostra Zé do Caixão no Canal Brasil.

Até março – quando o diretor completa 77 anos de idade -, o Canal Brasil exibe nas madrugadas de terça para quarta, sempre às 00h15 (23h15 pelo horário local), dez dos grandes clássicos de José Mojica Marins.

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Semana que vem, o canal pago exibe Esta Noite Encarnarei no Teu Cadáver (1967) e na seguinte, a coletânea de curtas O Estranho Mundo de Zé do Caixão (1968).

A mostra ainda contempla cults como O Despertar da Besta (1969); Exorcismo Negro (1974) e Delírios de um Anormal (1978), além dos inéditos na TV Finis Hominis (1971); A Estranha Hospedaria dos Prazeres (1976); Demônios e Maravilhas (1976); e Inferno Carnal (1977).

INTERNACIONAL
Mais reconhecido no exterior que no Brasil, Mojica terá, na Itália, uma caixa em DVD contendo alguns de seus filmes. Também sai este ano, nos Estados Unidos, uma biografia com sua trajetória.

Por aqui, Mojica Marins tenta financiar a cinebiografia Maldito!, baseada no livro homônimo de André Barcinski e Ivan Finotti, com Matheus Nachtergaele no papel principal.