Candidato derrotado reconhece a derrota. Como será se Bolsonaro perder a eleição?

A Colômbia terá um presidente de esquerda. Gustavo Petro (Imagem/Reprodução Facebook) venceu a eleição neste domingo (19). No segundo turno, esquerda e centro-esquerda se uniram para garantir a vitória de Petro.

O derrotado foi o candidato da direita, Rodolfo Hernández. Ele reconheceu a derrota logo após o anúncio do resultado. Hernández fez o que deve ser feito nas democracias.

Nos Estados Unidos, reconhecer a derrota é sagrado. É uma espécie de senha para que o candidato vencedor assuma a vitória e “vá pra galera”.

Eu disse É. Desculpem. Usei o verbo no tempo errado. ERA. Deixou de ser pelo menos em 2020, quando o presidente Donald Trump não reconheceu a derrota e quis melar a posse do vitorioso Joe Biden.

A eleição na Colômbia faz pensar na eleição no Brasil. Parece singular a eleição de outubro próximo. Uma eleição como nunca vimos, na qual o tema do golpe está posto por quem governa o país.

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Vai ter golpe? Não vai ter golpe? As Forças Armadas apoiarão o golpe? As Forças Armadas não apoiarão o golpe? O 7 de Setembro, no lugar de ser uma bela comemoração dos 200 anos da Independência, será uma espécie de ensaio geral para o golpe? Quem sabe?

Por enquanto, a pouco mais de 100 dias do primeiro turno, o que temos é, segundo as pesquisas, uma campanha com Lula na liderança e Bolsonaro em segundo lugar.

Lula faz uma campanha que pouco remete à política do jeito que ela está sendo jogada nos últimos anos. Bolsonaro faz uma campanha perigosamente atual. Se derrotado, ele vai reconhecer a derrota?