Romero anuncia em janeiro se deixa a prefeitura para concorrer ao governo

Prefeito de Campina Grande admite reforma para reduzir número de secretarias.

O prefeito de Campina Grande, Romero Rodrigues (PSDB), afirmou na noite desta quarta-feira (29) que vai anunciar em janeiro de 2018 se deixará o Poder Executivo para concorrer ao governo do Estado. Se permanecer no cargo, vai aproveitar a saída dos auxiliares-candidatos para fazer uma reforma administrativa e reduzir o número de secretarias.

“Em janeiro vou anunciar se sairemos da prefeitura para concorrer a um mandato eletivo ou ficar na prefeitura para concluir o mandato”, revelou Romero, acrescentando que muitas “pessoas dependem dessa minha decisão”.

Reforma

No que respeita ao prazo ideal para os secretários da PMCG, que pretendem concorrer a cargos eletivos, deixem seus cargos, o prefeito disse que não fará imposição. Ela vai esperar até o dia 7 de abril, prazo final de desincompatibilização dos cargos. Todavia, admitiu fazer uma reforma administrativa, dando pistas que deverá ficar na prefeitura.

“Após o prazo de desincompatibilização do cargo, nos vamos fazer uma reforma e talvez até reduzir secretarias. Se a crise econômica continuar dessa maneira, provavelmente, eu vou dar uma reduzida no número de secretarias porque, de certa forma a gente tem feito nossa parte. Um esforço grande, às vezes, é insuficiente porque a questão da retração econômica do Brasil tem sido muito grande. Se fala em processo de desenvolvimento, de reação econômica, mas até este instante não tem chegado a prefeitura”, concluiu Romero.

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Inauguração

As declarações foram dadas, durante entrevista, na solenidade de inauguração do Centro Dia – Serviço Especializado de Assistência Social – Microcefalia, no Conjunto dos Professores. O ministro do Desenvolvimento Humano, Osmar Terra, cancelou a visita ao município, sendo representado pela secretaria nacional de Assistência Social, Maria do Carmo Brant. Também participaram do evento o deputado Rômulo Gouveia (PSD), vereadores, secretários municipais e mães com filhos com microcefalia.

Com investimentos de R$ 240 mil, a unidade, que garante atenção às famílias e às crianças de até seis anos com microcefalia e doenças associadas, é a primeira do Brasil, consolidando Campina Grande como referência nacional na atenção e cuidado às famílias dos bebês vitimados pela Síndrome Congênita do Zika Vírus.