Caso Raulzito: polícia investiga vítimas de gamer na Paraíba

Ele foi preso por dois estupros de vulneráveis e é investigado por outros sete casos.

Foto: Reprodução/Instagram/RaulZitoYt
Foto: Reprodução/Instagram/RaulZitoYt

Raulino de Oliveira Maciel, o Raulzito, indiciado por estupro de vulnerável de duas crianças em Santa Catarina, também está sendo investigado pela polícia por vítimas na Paraíba. De acordo com as investigações, além dos dois crimes pelos quais o gamer foi indiciado, ele também teria envolvimento com outros sete casos, em São Paulo, Paraíba e Santa Catarina.

A data e as cidades onde os crimes investigados teriam acontecido não foram divulgadas.

A mãe de uma das crianças que denunciou abusos de Raulzito relatou à polícia um comentário que teria sido feito pela mulher do gamer e que causou estranheza aos investigadores. A esposa dele sempre falava para as mães não deixarem o suspeito sozinho com as crianças, segundo o depoimento.

Ainda de acordo com o depoimento da mãe de uma das vítimas, o homem falava pra que o filho dela aproveitasse o tempo de aprendizado com o gamer.

Isso porque, segundo ela, as crianças “perdiam a graça pra ele” depois que cresciam. A esposa teria dito ainda que, para o marido, as crianças eram “descartáveis”. Raulzito foi preso por agentes da DCAV em Santa Catarina no último dia 27.

Os abusos também eram cometidos nas casas dos pais, segundo a investigação, e os responsáveis eram seduzidos por promessas feitas por Raulzito – ele dizia que ajudaria as crianças a entrarem no mundo dos games.

Raulzito se apresenta como coach de gamers e oferece consultoria para jovens que desejam entrar no ramo

A polícia investiga, ainda, a possibilidade de Raulzito ter cometido abusos nos Estados Unidos, onde também residiu.

“Há relatos de vítimas em todos os locais onde ele fixou residência. Estabelecemos uma parceria com a polícia americana e estamos investigando”.

Crimes há mais de 15 anos

Segundo a polícia, Raulzito cometeria esse tipo de crime há muito tempo. Uma de suas vítimas confirma.

“Hoje tenho 28 anos. O abuso ocorreu quando eu tinha cerca de 12. Ele devia ter uns 20. Costumava vir aqui em casa para jogar vídeo-game. Demorou um ano para ele fazer alguma coisa. Até que ele começou e chegou ao ato em si. Nunca falei nada para ninguém. Hoje consigo falar sobre isso, depois de muita terapia”, relatou a vítima.