Hospital referência em Covid-19 em JP tem número de atendimentos semelhantes ao pico

Taxa de transmissibilidade de doença também tem mostrado tendência de crescimento nos últimos 15 dias

Direção da Unimed falou sobre a situação da unidade em entrevista coletiva (Foto: Divulgação)

A média de atendimentos de clientes com síndromes gripais na urgência e emergência chegou a 127,7 pessoas nesta semana no hospital particular referência em Covid-19 em João Pessoa. O número, revelado nesta quarta-feira (19), se aproxima do pico de atendimento da pandemia, em maio, que foi de 143,4. Já o secretário executivo de Saúde da Paraíba, Daniel Beltrammi, destaca o aumento na taxa de transmissibilidade da Covid-19 registrada nos últimos dias, que chegou a uma média de 1,3. O momento, segundo ele, exige que a população intensifique os cuidados como uso de máscaras e lavagem de mãos, para evitar uma segunda onda da doença.

Segundo o presidente do Conselho de Administração (Conad) da Unimed João Pessoa, Gualter Ramalho, a diferença entre os dois momentos é que, agora, o hospital está mais preparado para enfrentar a situação, principalmente no que diz respeito aos protocolos de segurança, à aquisição de insumos e equipamentos de proteção individual (EPIs) e à capacitação da equipe, que se tornou referência em conhecimento no tratamento da doença na Paraíba.

Já o secretário executivo de Saúde da Paraíba, Daniel Beltrammi, destacou que a taxa de transmissibilidade de doença, chamada de taxa ‘R’, tem demonstrado uma tendência de crescimento nos últimos 15 dias.  Segundo ele, em outubro a taxa no estado estava tendendo a 1 e, em alguns momentos, chegou a ser menor que 1.

A taxa representa a capacidade que a doença tem de ser transmitida de uma pessoa para outro, mostrando a capacidade do vírus de circular a partir de um novo caso. “Quando ela é maior que um, mostra que a doença está ativa”, disse. Uma taxa de 1,01 significa que cada 100 pessoas infectadas pelo novo coronavírus transmitem a doença para outras 101 pessoas, e que, portanto, o número de novos doentes continua crescendo.

“Nos últimos 15 dias,  uma análise feita pela Secretaria de Estado da Saúde e pelo Laboratório de Síndromes Respiratórias da Universidade Federal da Paraíba (UFPB), mostra que a taxa está apresentando tendência de crescimento, chegando a 1,3”, explicou.

O secretário pediu que a população mantenha o distanciamento social e os cuidados como uso de máscaras e lavagem de mãos. “Todo esforço agora vale a pena. Não precisamos viver o que os Estados Unidos, a Europa e, agora, São Paulo estão vivendo”, disse.

O último boletim divulgado pela Secretaria de Estado da Saúde aponta que até esta terça-feira (17), 139.776 casos haviam sido confirmados e 3.216 pessoas morreram vítimas da doença.