POLÍTICA
Deputado estranha decisão que proíbe quebra de sigilo
Para o deputado André Gadelha, que preside a CPI, com sua decisão o magistrado se antecipou a um pedido que a Assembleia ainda está discutindo no âmbito da CP.
Publicado em 07/12/2011 às 8:00
O deputado André Gadelha (PMDB), líder da oposição na Assembleia, criticou, na manhã de ontem, a decisão do juiz Aloízio Bezerra negando a quebra do sigilo bancário e telefônico de Jair Soares, um dos fundadores do Fórum em Defesa do Desenvolvimento da Zona Sul e quem promoveu a campanha para arrecadar dinheiro para produzir os outdoors. Para o deputado André Gadelha, que preside a CPI, com sua decisão o magistrado se antecipou a um pedido que a Assembleia ainda está discutindo no âmbito da CPI e preparando a ação para poder ingressar na Justiça.
“A Casa ainda está preparando a peça judicial, a fundamentação ainda está sendo feita diante de contradições, de depoimentos, de documentos, para ingressar com ação na Justiça pedindo informações. Estranheza é um magistrado antecipar um pedido dizendo que não existe fundamentação para a quebra dos sigilos bancário e telefônico”, desabafou André Gadelha.
Para o presidente da CPI há forte contradição entre os depoimentos de Jair Soares e do proprietário da Coppyas e Cia.
Lindenau de Souto Ramos, ouvido na última segunda-feira (5).
Lindenau negou ter produzido a arte dos outdoors que exibiu as fotos dos deputados que votaram contra a permuta dos terrenos da Acadepol.
O deputado Adriano Galdino (PSB), que também integra a 'CPI do Outdoor', elogiou a decisão do magistrado porque acredita que tenha tido fundamentação para isso. “Se o juiz assim decidiu é porque ele tem embasamento jurídico para assim proceder”, disse o parlamentar. Além disso, Galdino desacreditou a CPI.
“Essa CPI do Outdoor é uma CPI que não vai a lugar algum, é uma pura perda de tempo”, disse.

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