icon search
icon search
home icon Home > cultura > silvio osias
compartilhar no whatsapp compartilhar no whatsapp compartilhar no telegram compartilhar no facebook compartilhar no linkedin copiar link deste artigo
Compartilhe o artigo
compartilhar no whatsapp compartilhar no whatsapp compartilhar no telegram compartilhar no facebook compartilhar no linkedin copiar link deste artigo
compartilhar artigo

SILVIO OSIAS

A volta de Maria e a lembrança dos musicais amados

Aos 60 anos, A Noviça Rebelde retorna aos cinemas com restauração em 4K.

Publicado em 27/08/2025 às 8:12


				
					A volta de Maria e a lembrança dos musicais amados
Foto/Reprodução.

A Noviça Rebelde é um musical de 1965. Está, portanto, fazendo 60 anos agora em 2025. É por esse motivo que volta aos cinemas com cópia restaurada em 4K.

Será em breve relançado nos cinemas americanos. Pergunto: as salas brasileiras vão entrar nesse circuito. E, se assim for, A Noviça Rebelde chegará a João Pessoa?

Em 1967, eu tinha oito anos quando A Noviça Rebelde foi lançado em João Pessoa. Fui ver levado por minha avó Stella. Ficou muitas semanas em exibição no Cine Plaza.

Foi uma experiência deslumbrante para os meus olhos e ouvidos infantis. Permaneceu assim por toda a minha vida. Hoje, vejo em casa, em ótima cópia em Blu-ray.

Vi A Noviça Rebelde no cinema pela última vez no início dos anos 1980. Creio que nunca mais voltou a ser exibido nos cinemas aqui de João Pessoa.

A Noviça Rebelde é o último grande musical clássico do cinema. Pensar nele me faz pensar em outros grandes musicais feitos entre a década de 1930 e a de 1960.

"Adeus estrada de tijolos amarelos", foi assim que Elton John cantou pensando, naturalmente, no caminho que Judy Garland percorre em O Mágico de Oz.

Judy Garland cantando Over the Rainbow ficou para sempre entre nossas imagens amadas. Ela também está guardada em nossa memória afetiva por sua presença em Agora Seremos Felizes, sob a direção de Vincente Minnelli, seu pai.

Vincente Minnelli dirigiu um dos grandes musicais do cinema. Falo de A Roda da Fortuna. Fred Astaire, esse gigante da dança, contracena com Cyd Charisse. Charisse dançava lindamente e encantou Hollywood e o mundo com a beleza das suas pernas.

Fred Astaire e Syd Charisse estão juntos em Meias de Seda, de Rouben Mamoulian. Meias de Seda transforma em delicioso musical a comédia Ninotchka, de Ernst Lubitsch. Ninotchka, com Greta Garbo, é o filme anticomunista mais querido dos comunistas.

Também é de Vincente Minnelli Sinfonia de Paris. Melhor no original: An American in Paris. Tem Gene Kelly e não Fred Astaire. E tem a longa e estonteante sequência em que ouvimos, na íntegra, a peça sinfônica homônima composta por George Gershwin.


				
					A volta de Maria e a lembrança dos musicais amados
Foto/Reprodução.

Para muitos cinéfilos, o maior de todos os musicais do cinema é Cantando na Chuva. Gene Kelly é o protagonista, canta, dança e divide a direção com Stanley Donen.

A sequência em que Gene Kelly canta Singin' in the Rain e dança debaixo de chuva está na antologia das coisas mais belas que o cinema produziu.

Se muitos cinéfilos elegem Cantando na Chuva como o maior de todos os musicais, o meu preferido é West Side Story, que Robert Wise e Jerome Robbins fizeram em 1961.

Atualiza o gênero, propõe algumas rupturas do cânone, e é de uma perfeição absoluta. Tem Natalie Wood e Rita Moreno e a música extasiante de Leonard Bernstein.

Em 2021, Steven Spielberg refilmou West Side Story. Disseram que, como não podia fazer melhor, fez diferente. Não custa nada reconhecer - acertou!

A Noviça Rebelde é o último grande musical clássico do cinema. Admitamos que sim. Mas tem muita coisa boa realizada depois, a partir dos anos 1970.

Menciono, de cara, o Bob Fosse de Cabaret e All That Jazz. A sequência do teste de elenco de All That Jazz, ao som de On Broadway, é um deslumbre. O palco cheio de aspirantes, casamento perfeito da imagem com a voz e a guitarra de George Benson.

Lembro também do Norman Jewison de Jesus Christ Superstar. Ou, ainda, do Ken Russell de Tommy, do Milos Forman de Hair e do Alan Parker de Fame.

Hair é uma filmagem tardia do musical que fez sucesso nos palcos ainda na década de 1960. Tommy transforma em delírio visual o delírio sonoro da ópera-rock do Who.

E Fame reúne música e dança, o erudito e o popular, rock, soul e gospel na espetacular cena final. The Body Eletric é o TCC dos alunos daquela escola de artes.

Não há consenso em torno de Jesus Christ Superstar, mas é o da minha preferência entre esses últimos musicais que citei. Antes da realização do filme, conheci a ópera-rock de Andrew Lloyd Webber e Tim Rice e ouvi à exaustão com o elenco original britânico.

Vi, finalmente, na tela grande, numa das salas do centro do Recife, no tempo em que ir ao cinema no domingo à noite era um programa especial. Jesus Christ Superstar na tela do Cine Trianon, com a sala lotada, foi uma verdadeira epifania.

Foto/Reprodução

Silvio Osias

Tags

Comentários

Leia Também

  • compartilhar no whatsapp
  • compartilhar no whatsapp
    compartilhar no whatsapp
  • compartilhar no whatsapp
  • compartilhar no whatsapp
  • compartilhar no whatsapp