COTIDIANO
Apartamento desaba em João Pessoa e interdita prédio: o que se sabe sobre o caso
Desabamento aconteceu na quinta-feira (1º), com moradores dentro do local, mas ninguém ficou ferido.
Publicado em 02/01/2026 às 7:56 | Atualizado em 02/01/2026 às 8:12

Um apartamento desabou no bairro do Bessa, em João Pessoa, na última quinta-feira (1º). Moradores foram evacuados do loca, de acordo com a Defesa Civil, e ninguém ficou ferido com a queda da estrutura, apesar de pessoas estarem dentro do local no momento do ocorrido.
As causas do incidente ainda não foram divulgadas. Para a TV Cabo Branco, moradores relataram que tiveram que sair do prédio às pressas e que a situação do local já continha rachaduras, na parte superior do condomínio.
O Jornal da Paraíba separou as principais informações sobre o desabamento, como a fala dos órgãos envolvidos e também da dona do apartamento que desabou. Veja abaixo.
O desabamento

O desabamento aconteceu no Edifício Ana Carolina, localizado na Rua Osório Queiroga de Assis, no Bessa. A Defesa Civil esteve no local e interditou toda a estrutura. Uma moto e um carro foram atingidos e ficaram parcialmente destruídos.
As causas do incidente ainda não foram divulgadas. Para a TV Cabo Branco, moradores relataram que tiveram que sair do prédio às pressas e que a situação do local já continha rachaduras, na parte superior do condomínio.
Corpo de Bombeiros foi acionado e isolou o prédio.
Moradora diz que perdeu tudo após desabamento

A dona e moradora do apartamento que desabou no bairro do Bessa, em João Pessoa, Cláudia de Freitas, que é instrumentadora cirúrgica, disse que estava dormindo quando foi surpreendida com o desabamento e que as duas filhas também estavam no local.
“Achava que era até na porta do apartamento, quando eu peguei na porta do quarto, o quarto desabou, desabou o banheiro, desabou tudo de uma vez. Nós conseguimos sair em tempo, saí gritando, chamando as meninas, que eu moro com as minhas filhas, o maior desespero, e chamando o pessoal também, porque não sabia se era só no meu apartamento ou era no apartamento vizinho”, disse Cláudia.
À nível pessoal, a moradora disse não saber exatamento como vai proceder após o desabamento, também porque ainda não sabe onde vai ficar, juntamente com as duas filhas.
“A minha situação está bem difícil, porque estou sem ter onde morar, tô com as minhas filhas, e perdi tudo. Eu tava com uma vida tranquila, uma vida com trabalho, minhas filhas também, e agora a gente está se vendo sem nada”, disse.
Uma foto obtida pela TV Cabo Branco, feita dias antes do desabamento, mostra uma dessas fissuras justamente no apartemento que desabou. Veja abaixo.

O que dizem a administradora do condomínio e as autoridades
Em nota, a administração do condomínio informou que, logo que tomou conhecimento do acontecimento, "passou imediatamente a adotar todas as providências necessárias à devida reparação e solução, inclusive com busca dos profissionais e empresas especializadas responsáveis pela avaliação e correção".
O Jornal da Paraíba entrou em contato com o Instituto de Polícia Científica da Paraíba (IPC-PB), que confirmou que uma perícia foi realizada no prédio na noite da quinta-feira (1º), mesmo dia em que aconteceu o desabamento. Conforme o órgão, a perícia foi realizada a pedido da Polícia Civil. O prazo legal para o resultado desse laudo é de 10 dias, mas pode ser prorrogado.
A Defesa Civil de João Pessoa também esteve no local no dia do desabamento e realizou uma vistoria técnica para interditar o espaço. Foi constatado que toda a estrutura do prédio foi comprometida e que existem riscos de novos desabamentos. A Defesa Civil disse que os moradores "foram realocados para a casa de familiares".
Moradores disseram para a TV Cabo Branco que a orientação que receberam da Defesa Civil foi a contratação de um engenheiro particular para avaliar os danos estruturais e, caso ele atestasse a segurança, seria possível a reentrada no local para retirar objetos.
O Jornal da Paraíba entrou em contato com o órgão para saber sobre a contratação de um engenheiro por parte dos moradores e foi informado que, por ser um prédio particular, o laudo para a estabilidade estrutural deve ser feito por um profissional pago pelos moradores e que a Defesa Civil não tem ingerência nesse aspecto.

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