COTIDIANO
Moradores protestam após morte de jovem baleado em ação da Polícia Militar, em João Pessoa
Moradores atearam fogo em carro e outros objetos para interditar a via entre os bairros de Rangel e Jaguaribe.
Publicado em 09/01/2026 às 9:33 | Atualizado em 09/01/2026 às 13:32

Moradores da comunidade Paulo Afonso, em João Pessoa, protestaram na manhã desta sexta-feira (9) após a morte de um jovem de 22 anos baleado durante uma ação da Polícia Militar.
Segundo a Polícia Militar, durante uma ronda, a força tática se deparou com o jovem portando uma sacola plástica. Ainda de acordo com a PM, o suspeito teria sacado um revólver e atirado contra os policiais, que revidaram.
O jovem foi atingido, socorrido pelas equipes da PM e levado ao Hospital de Emergência e Trauma de João Pessoa, mas não resistiu aos ferimentos e morreu.
Para a TV Cabo Branco, o tenente-coronel Bruno disse que a situação aconteceu durante um aumento no patrulhamento na comunidade. Após o disparo feito pelo jovem contra os policiais, o tenente-coronel disse que "foi necessário a Polícia Militar revidar a injusta agressão".
Com ele, foi localizado um revólver, material entorpecente, equipamento facilitador de recarga para munições. A PM apontou também que existem informações preliminares de que o jovem tinha envolvimento com outras ações criminosas e um irmão está preso.
O tenente-coronel Bruno chamou a ação da polícia de "legítima" e que em posteriores idas de policiais na comunidade, moradores não quiseram falar sobre supostas "ações ilegais" da polícia. Ele ressaltou também que "a versão dos policiais, até que se prove o contrário, é verdadeira". Ele colocou a corporação à disposição para prestar esclarecimentos.
Em entrevista à TV Cabo Branco, um representante dos moradores afirmou que o jovem não trocou tiros com os policiais e que estava apenas na rua no momento da ação. De acordo com ele, a vítima era pai de três filhos e trabalhava como marceneiro.
A via entre os bairros de Jaguaribe e Rangel, nas proximidades da comunidade Paulo Afonso, foi interditada após os moradores atearem fogo em um carro e outros objetos.
O Corpo de Bombeiros negociou a liberação da rua e a saída dos manifestantes, mas ainda é necessária a chegada da Autarquia Especial Municipal de Limpeza Urbana (Emlur) para retirada dos entulhos.
Segundo a Polícia Militar, durante a ronda que terminou com o jovem baleado, foram apreendidos uma arma, dinheiro e munições. Após os protestos, a PM continuou distribuída em pontos estratégicos da comunidade.


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