COTIDIANO
Paraíba ainda tem cerca de 150 orelhões em funcionamento; retirada das ruas começa em janeiro
Estado ainda tem orelhões ativos em 75 municípios. Serviço será mantido até 2028 apenas onde não há outra opção de comunicação.
Publicado em 20/01/2026 às 18:25

Os orelhões, famosos telefones públicos das ruas brasileiras, começarão a ser retirados definitivamente das ruas de todo o Brasil a partir de janeiro deste ano. Segundo a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), 38 mil aparelhos ainda permanecem instalados no país. Na Paraíba, 147 orelhões ainda estão ativos em 75 municípios.
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A extinção dos aparelhos não será feita de forma imediata em todos os locais. Em janeiro começa, de forma massiva, a remoção das carcaças e aparelhos desativados. Os orelhões só devem ser mantidos em cidades onde não há rede de celular disponível, e não vão passar de 2028.
O processo de retirada dos orelhões vinha ocorrendo nos últimos anos. Segundo a Anatel, em 2020, o Brasil tinha, ainda, cerca de 202 mil orelhões nas ruas.
Como contrapartida pela desativação dos orelhões, a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) determinou que as empresas redirecionem recursos para investimentos em redes de banda larga e telefonia móvel, tecnologias que atualmente concentram a maior parte da comunicação no país.
Dados da Anatel indicam que mais de 33 mil orelhões ainda estão em funcionamento, enquanto cerca de 4 mil passam por manutenção.
Veja, abaixo, quantos orelhões estão ativos em municípios da Paraíba:
- Água Branca: 4
- Alagoa Grande: 1
- Aparecida: 2
- Araruna: 2
- Areia de Baraúnas: 1
- Aroeiras: 5
- Bananeiras: 1
- Barra de Santana: 4
- Barra de São Miguel: 1
- Bom sucesso: 1
- Boqueirão: 2
- Cachoeira dos Índios: 1
- Cacimba de Dentro: 3
- Cajazeiras: 9
- Camalaú: 2
- Campina Grande: 5
- Catingueira: 2
- Conceição: 1
- Congo: 2
- Curral de Cima: 1
- Diamante: 1
- Fagundes: 1
- Gado Bravo: 3
- Imaculada: 1
- Itatuba: 1
- Jacaraú: 1
- Juarez Távora: 3
- Junco do Seridó: 1
- Lagoa: 1
- Lucena: 2
- Mãe d’Água: 1
- Manaíra: 2
- Mari: 1
- Mataraca: 1
- Mogeiro: 1
- Monte Horebe: 2
- Monteiro: 3
- Natuba: 1
- Nova Palmeira: 1
- Olho d’Água: 2
- Parari: 1
- Pedras de Fogo: 1
- Picuí: 2
- Pocinhos: 1
- Pombal: 7
- Prata: 1
- Princesa Isabel: 2
- Queimadas: 1
- Riacho de Santo Antônio: 1
- Salgado de São Félix: 4
- Santa Cecília: 1
- Santana de Mangueira: 2
- Santana dos Garrotes: 2
- Santa Rita: 1
- Santa Teresinha: 2
- São Domingos: 1
- São João do Cariri: 1
- São João do Tigre: 2
- São José do Rio do Peixe: 2
- São José das Espinharas: 3
- São José das Piranhas: 6
- Sapé: 1
- São Vicente do Seridó: 1
- Serra Branca: 2
- Sousa: 3
- Sumé: 2
- Tacima: 2
- Taperoá: 4
- Tavares: 1
- Triunfo: 1
- Umbuzeiro: 1
- Várzea: 1
Orelhão foi símbolo nacional

O orelhão surgiu em 1971 e foi criado pela arquiteta sino-brasileira Chu Ming Silveira. Inicialmente, os orelhões tiveram outros nomes, como Chu I e Tulipa.
Embora cabines telefônicas já existissem em outros países, o modelo criado pela arquiteta, durante trabalho em uma companhia telefônica, tornou-se icônico pelo design inovador, que acabou sendo reproduzido em países como Peru, Angola, Moçambique e China.
Além do apelo visual, o formato tinha uma função prática. A estrutura foi projetada para melhorar a qualidade acústica das ligações, direcionando o som para fora da cabine, reduzindo ruídos e protegendo o usuário do barulho externo.
*Com informações do g1

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