COTIDIANO
Justiça autoriza exumação de corpo envolvido em troca de cadáveres; polícia e MP investigam
Um dos corpos já foi enterrado em João Pessoa e a Justiça autorizou a exumação. Os dois homens morreram no Hospital Metropolitano.
Publicado em 23/01/2026 às 13:16 | Atualizado em 23/01/2026 às 16:50

A Justiça autorizou, no final da manhã desta sexta-feira (23), a exumação de um dos corpos que supostamente foram trocados em Santa Rita, na Grande João Pessoa.
Os dois idosos, José Pereira, de Santa Rita, e Waldeci Batista, de João Pessoa, morreram no Hospital Metropolitano Dom José Maria Pires, em Santa Rita. Os corpos foram reconhecidos pelos familiares na unidade de saúde na quinta-feira (22) e encaminhados para o serviço funerário.
A família de José Pereira, no entanto, ao abrir o caixão para o velório, não reconheceu o parente morto. Enquanto isso, os familiares de Waldeci Batista optaram por não fazer velório e enterraram no Cemitério de Cruz das Armas, em João Pessoa, o corpo que supostamente seria do idoso de Santa Rita.
A Polícia Civil informou que o caso será investigado pela delegacia de Santa Rita. Já o MPPB informou que vai notificar a unidade hospitalar, que deverá explicar como foram feitos os procedimentos para a liberação dos corpos, e a delegacia de Santa Rita.
Troca de cadáveres
Os dois homens, José Pereira, de Santa Rita, e Waldeci Batista, de João Pessoa, morreram no Hospital Metropolitano Dom José Maria Pires, em Santa Rita. Os corpos foram reconhecidos pelos familiares na unidade de saúde na quinta-feira (22) e encaminhados para o serviço funerário.
No entanto, quando os familiares de José Pereira chegaram para a realização do velório, não reconheceram o parente morto no caixão.
"Quando a gente chegou aqui (local do velório), fomos as primeiras a ver e reconhecer que não era ele. Ainda está sendo um choque. Minha prima voltou para o hospital, e lá falaram que tinha sido retiradoo de outra funerária, outro corpo, de outro homem. A gente teve o contato com a outra funerária, e por sinais do corpo que foi recebido lá, a gente já sabia que era o corpo do meu pai", disse.
A mulher afirmou também que procurou a família do outro homem, identificado como Waldeci Batista, e que supostamente era o corpo no qual elas estavam velando. Ela queria tentar saber mais informações, mas os familiares de Waldeci disseram que o corpo em questão já havia sido enterrado, segundo relato de Jennifer. A mulher disse ainda que pessoas da família "estão na Central de Polícia para dar andamento ao processo".
Sobre as funerárias, ela disse ter entrado em contato, mas "não falaram nada". O nome das funerárias não foram divulgados.
"A gente por conta própria descobriu o número da funerária que retirou o outro corpo, foi no mesmo horário (da retirada do corpo que ela não reconheceu como o pai), liguei para a funerária, contei a história toda, eles me passaram o contato, e minha filha foi até lá, enquanto isso as duas fenerárias nada", contou.
Em nota, o Hospital Metropolitano confirmou a morte de José Pereira na unidade e que "o corpo foi liberado de forma regular para a funerária indicada". Sobre o ponto de a família ter voltado para o hospital após a suposta troca, a unidade disse que realizou "imediatamente as verificações necessárias e confirmou que o corpo do paciente havia sido corretamente reconhecido".
O hospital disse que "todos os procedimentos sob responsabilidade da unidade foram executados de maneira adequada, transparente e em conformidade com os fluxos técnicos e legais estabelecidos". O hospital também disse que permanece à disposição da família.

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