PLENO PODER
O candidato é Lucas, mas quem manda no 'jogo da política' é Aguinaldo e Hugo Motta
Deputados têm articulado movimentos da base governista
Publicado em 28/01/2026 às 11:19 | Atualizado em 28/01/2026 às 11:31

O pré-candidato da base do Governo é Lucas Ribeiro (PP). Atual vice-governador do Estado, ele chega para o embate eleitoral deste ano para defender os mais de 7 anos da gestão João Azevêdo (PSB). É quem vai às ruas abraçar, visitar feiras, participar de entrevistas e debates. É o 'rosto' da base na disputa.
Mas os últimos meses da pré-campanha no Estado, antecipadíssima, tem demonstrado que, nos bastidores, quem dá as cartas do 'jogo da política' são outros atores da base.
E eles atendem pelos nomes de Aguinaldo Ribeiro (PP), tio de Lucas; e Hugo Motta (Rep), presidente da Câmara dos Deputados. Dois tarimbados estrategistas políticos, que buscam resolver boa parte das dificuldades de uma campanha antes mesmo dela começar: na articulação política.
Prova disso são os movimentos recentes.
Um deles a retirada do Avante do projeto de Cícero Lucena (MDB). Em outubro do ano passado, Hugo chegou a declarar em entrevista que não atuaria retirar para nomes do PSB, de João Azevêdo. Mas acabou tendo atuação decisiva para atrair a legenda e o médico Jhony Bezerra.
Já Aguinaldo tem promovido reuniões com vereadores de João Pessoa e baixas na base de Cícero na Câmara. Tem, ainda, conversado com outros atores da base e da oposição para viabilizar a eleição de Lucas.
Ontem se reuniu com o presidente da Assembleia, Adriano Galdino (Rep). E não há dúvida de que o encontro não foi para falar sobre computação quântica.
Na pauta esteve a transição entre Governos e o veto de João Azevêdo às Emendas Impositivas dos deputados - algo que vai respingar nos meses em que Lucas estará sentado na principal cadeira do Governo.
A própria formação da chapa governista foi feita a partir dos dois. Com Aguinaldo segurando na mão do sobrinho e Hugo colocando no 'front' o seu pai, o prefeito de Patos, Nabor Wanderley (Rep).
Na classe política há, contudo, uma interrogação. Sobre a possibilidade das cartas do 'jogo da política' também serão jogadas pelos dois na seara administrativa, em uma eventual gestão Lucas.
O tema, arrisco dizer, será um dos principais da campanha.

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