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COTIDIANO

Quase 80% dos suicídios na PB são de homens: psicólogo explica como machismo influencia casos

Em 2025, segundo dados do Ministério da Justiça, 79,5% das mortes por suicídio na Paraíba ocorreram entre o público masculino.

Publicado em 31/01/2026 às 8:49 | Atualizado em 31/01/2026 às 9:00


				
					Quase 80% dos suicídios na PB são de homens: psicólogo explica como machismo influencia casos
Psicólogos citam estereótipos de gênero relacionados ao machismo como um fator de risco de suicídio entre homens.. Reprodução/Freepik

A Paraíba registrou 299 mortes por suicídio entre janeiro e novembro de 2025, segundo dados do Ministério da Justiça. Desse total, 238 vítimas eram homens e 61 mulheres, o que significa que 79,5% das mortes ocorreram entre o público masculino. Psicólogos citam estereótipos de gênero relacionados ao machismo como um fator de risco.

O psicólogo Caio Afiune relacionou esse dado a estereótipos de gênero que influenciam os homens a negligenciar questões emocionais. “Desde a infância, muitos meninos são incentivados a reprimir emoções como medo e tristeza, enquanto raiva e agressividade acabam sendo mais toleradas ou até estimuladas”.

No estado, João Pessoa foi o município com o maior número de suicídios, somando 45 mortes, seguida por Campina Grande, com 41 casos. As idades das vítimas e outros dados não foram divulgados, no entanto, para além do gênero, o psicólogo Linniker Moura acrescenta fatores como renda, trabalho e questões LGBTQIAP+ como fatores de risco.

Em todo o Brasil, 16.088 mortes por suicídio foram registradas em 2025, das quais 12.550 foram de homens, representando 78% do total. O índice paraibano, portanto, ficou acima da média nacional.

Como prevenir

Para reduzir esse número, o psicólogo afirma que o primeiro passo é aumentar o acesso a profissionais da saúde mental.

“Um primeiro ponto é facilitar o acesso ao cuidado em saúde mental e, principalmente, sustentar esse cuidado ao longo do tempo. Não basta falar de saúde mental só em momentos de crise, ou só no Janeiro Branco, só no Setembro Amarelo. Quanto mais cedo o cuidado acontece, menor a chance de o sofrimento evoluir para situações extremas.

Ele destaca também a importância da educação emocional desde a infância, como uma forma de prevenção. “Ensinar crianças e adolescentes a nomear emoções, pedir ajuda e lidar com frustrações é uma forma direta de prevenção”.

Série histórica

A série histórica divulgada pelo Ministério da Justiça teve início em 2015. Naquele ano, o Brasil contabilizou 8.279 mortes por suicídio. Dez anos depois, em 2025, o número praticamente dobrou, alcançando 16.088 registros, o que representa um crescimento de 94,32%.

Ao longo desse período, o país somou 145.469 mortes, sendo 113.149 de homens, o equivalente a 77,7% do total, evidenciando a persistência do padrão masculino ao longo da década.

Na Paraíba, embora o crescimento também seja expressivo, ele ocorreu em ritmo inferior ao nacional. Em 2015, o estado registrou 194 mortes por suicídio. Em 2025, esse número subiu para 299, uma variação de 54,12%.

Ao longo dos últimos dez anos, a Paraíba contabilizou 3.153 mortes por suicídio, das quais 2.416 foram de homens, correspondendo a 76,6% do total. O percentual acumulado estadual é ligeiramente inferior ao nacional, mas os números mais recentes mostram um avanço da participação masculina nas estatísticas.

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Jornal da Paraíba

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