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ECONOMIA

Novas regras de segurança do PIX entram em vigor nesta segunda-feira (2)

Objetivo das mudanças é facilitar a recuperação de valores transferidos de forma indevida, principalmente em casos de golpe.

Publicado em 02/02/2026 às 19:20


				
					Novas regras de segurança do PIX entram em vigor nesta segunda-feira (2)
Método de pagamento por pix.. Foto: divulgação

Nesta segunda-feira (2), passam a valer as novas regras de segurança do PIX definidas pelo Banco Central. O objetivo das mudanças é facilitar a recuperação de valores transferidos de forma indevida.

A atualização do Mecanismo Especial de Devolução (MED) é um dos destaques das melhorias no sistema de segurança. Com essa novidade é possível acompanhar o caminho do dinheiro transferido, ou seja, o dinheiro poderá ser rastreado mesmo se for rapidamente transferido para outra conta, prática comum em crimes financeiros.

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Com as mudanças, o Banco Central espera aumentar a taxa de recuperação de valores e reduzir a facilidade com que os crimes financeiros têm sido aplicados. A expectativa de especialistas é que a melhoria diminua até 40% dos golpes bem sucedidos.

É importante destacar que o MED só deve ser acionado em caso de fraude, suspeita de fraude ou erro da instituição financeira. Essa ferramenta não auxilia em casos de PIX com destinatários errados.

Outra mudança foi o reforço na integração de bancos, instituições de pagamento e órgãos de segurança, para que, assim, a contestação se torne mais simples e rápida.

O que muda com as novas regras?

MED passa a ser obrigatório: todos os bancos e instituições de pagamento que operam o PIX devem adotar a versão 2.0 do Mecanismo Especial de Devolução.

Rastreamento do dinheiro entre contas: a devolução não fica mais restrita à conta que recebeu inicialmente o valor. O sistema passa a rastrear transferências para contas intermediárias.

Bloqueio automático de contas suspeitas: contas com denúncia de fraude podem ser bloqueadas de forma imediata, antes mesmo da conclusão da análise.

Prazo menor para devolução: o Banco Central estima que os valores possam ser recuperados em até 11 dias após a contestação, prazo mais curto do que o praticado anteriormente.

Compartilhamento de informações entre instituições: bancos passam a trocar dados sobre o caminho do dinheiro, o que facilita o bloqueio e a restituição dos recursos.

Autoatendimento para contestação: A vítima pode solicitar a devolução diretamente pelo aplicativo do banco, sem necessidade de contato humano.

Orientações em caso de golpe

O primeiro passo em caso de golpe consumado ou suspeita de golpe deve ser sempre contestar a transação financeira. O processo de investigação acontece da seguinte maneira:

  1. O cliente deve contestar a transação o quanto antes pelos canais oficiais do banco;
  2. a instituição de origem comunica a instituição recebedora em até 30 minutos;
  3. Os recursos são bloqueados na conta do suspeito;
  4. As instituições analisam o caso;
  5. Se confirmada a fraude, o valor é devolvido;
  6. Se não houver indícios, o dinheiro é liberado ao recebedor.

*Com informações da Agência Brasil

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Jornal da Paraíba

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