CONVERSA POLÍTICA
João Azevêdo confirma saída do governo e destaca continuidade em discurso à ALPB
O governador participou da abertura do ano legislativo, nesta terça-feira (3), que aconteceu de forma remota.
Publicado em 03/02/2026 às 11:48 | Atualizado em 03/02/2026 às 14:24

O governador João Azevêdo (PSB) marcou a abertura do ano legislativo da Assembleia Legislativa da Paraíba (ALPB), nesta terça-feira (3), com uma mensagem de balanço e despedida.
O gestor confirmou que pretende deixar o cargo em abril para disputar uma vaga no Senado, mas demonstrou confiança que não haverá ruptura administrativa depois que Lucas Ribeiro assumir o governo.
“O tom é de despedida, mas o ritmo é de acelerada continuidade. Há exatos 60 dias de um desligamento programado, em atendimento ao calendário eleitoral cumpro aqui e agora umas das principais missões da gestão pública que é prestar contas de suas ações à população e aos órgãos e controle, como este parlamento, o Tribunal de Contas, o Ministério Público e a imprensa”, afirmou.
Sessão remota por causa de nova obra na ALPB
A sessão ocorreu de forma remota, em razão das reformas na sede do Legislativo, que retomou os trabalhos nesse formato mesmo após quase 50 dias de recesso parlamentar.
Além do governador, também marcaram presença os representantes do Tribunal de Justiça (desembargador Frederico Coutinho), Ministério Público da Paraíba (promotor Leonardo Quintans) e Tribunal de Contas (conselheiro Fábio Nogueira); e o vice-governador Lucas Ribeiro.
Ninguém mais se manifestou durante a solenidade, que foi encerrada rapidamente pelo presidente da ALPB, deputado Adriano Galdino (Republicanos), com a convocação para a sessão ordinária prevista para esta quarta-feira (4).

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Sessão remota evita embate entre Poderes
Nos bastidores, a opção pelo modelo virtual também é vista como estratégica em meio ao ambiente político sensível entre os Poderes.
Executivo e Legislativo estão em lados opostos no Supremo Tribunal Federal (STF) em torno da Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) de 2026. O embate envolve o aumento do duodécimo, a ampliação do percentual de emendas impositivas e prazos considerados apertados para a liberação dos recursos às bases eleitorais.
O cenário é ainda mais complexo diante do redesenho político típico de ano pré-eleitoral. A proximidade da janela partidária, a reorganização das bancadas de governo e oposição e as articulações em torno de futuras vagas no Tribunal de Contas do Estado (TCE-PB) ajudam a explicar o clima de cautela que marcou a reabertura dos trabalhos na Casa.

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