CONVERSA POLÍTICA
João Azevêdo amplia apoios, mas enfrenta racha com Jhony Bezerra e risco de debandada no PSB
Nesta segunda-feira (9), o governador minimizou o movimento, mas deixou claro que a decisão tem efeitos políticos.
Publicado em 09/02/2026 às 14:22

O governador João Azevêdo (PSB), pré-candidato ao Senado, ampliou a base de apoios no fim de semana, mas o movimento ocorre em meio a um ambiente de fissuras dentro do próprio grupo político, com o possível rompimento do ex-secretário e presidente estadual do Avante, Jhony Bezerra.
Entre os novos apoios estão o do ex-deputado Domiciano Cabral, que integrou como vice a chapa de Pedro Cunha Lima (PSDB) em 2022; o do prefeito interino de Cabedelo, Edvaldo Neto, aliado do ex-prefeito Vitor Hugo, hoje secretário na gestão de Cícero Lucena (MDB); e o do vereador Milanez Neto (MDB), do partido do prefeito, mas líder da Oposição na Câmara.
Rompimento de Jhonny Bezerra
Apesar dos reforços, o governador lida com sinais de desgaste político do racha de Jhonny Bezerra, que disputou a Prefeitura de Campina Grande pelo PSB e tem planos de concorrer à Câmara Federal.
Nesta segunda-feira (9), o governador minimizou o movimento, mas deixou claro que a decisão tem efeitos políticos.
“Vontade pessoal não se discute. Cada um segue seu caminho e, obviamente, arca com as consequências, com bônus e ônus. Isso é assim na política. Ninguém obriga ninguém a permanecer em nenhum partido”, afirmou.
Risco de debandada no PSB
Nos bastidores, pré-candidatos a deputado federal e estadual seguem insatisfeitos com a falta de articulação para a formação de uma nominata competitiva. O risco é de que o desconforto interno provoque uma debandada às vésperas do processo eleitoral.
Na Câmara Federal, o PSB deve perder o deputado Gervásio Maia. Na Assembleia Legislativa, a bancada de seis integrantes deve passar pela 'janela partidária' com menos dois a três membros.
Os deputados Júnior Araújo e Hervázio Bezerra já definiram que vão deixar o partido. João Gonçalves, aliado de João e Cícero, está para definir a legenda. Devem seguir Chico Mendes, atual líder do governo, Tanilson Soares e Tião Gomes (que não deve mais concorrer).

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