PLENO PODER
Peritos aderem a movimento e presos podem ficar sem acesso a presídios na Paraíba; entenda motivo
Categoria reclama de descumprimento de lei por parte do Governo do Estado
Publicado em 13/02/2026 às 18:48

Insatisfeitos com o Governo João Azevêdo (PSB), peritos médicos-legistas da Paraíba decidiram aderir ao movimento 'Polícia Legal', que entre agentes e escrivães tem reduzido o número de 'extras' em plantões. No caso dos peritos, eles definiram que só irão entregar laudos dos exames corpo de delito no prazo final de 10 dias (prazo legal) - conforme apurou o Blog com representantes da categoria.
Esses exames são imprescindíveis para que pessoas presas possam ser recebidas pelas unidades do sistema penitenciário do Estado. Assim como para realização de audiências de custódia. Na prática, em condições normais, esses laudos eram entregues rapidamente (poucas horas) para agilizar o encaminhamento dos presos.
Sem os exames, a preocupação é com a permanência dos presos nas carceragens de delegacias da Polícia Civil.
Ao Blog, a assessoria da Polícia Civil afirmou que "não há qualquer tipo de atraso em exames periciais no Estado. Este prazo de 10 dias, presente no CPP para este tipo de exame, já é seguido pela instituição, que está preparada pra lidar com seus processos policiais e administrativos dentro deste tempo".
Conforme a PC, "a carceragem não está lotada e o fluxo entre Polícia Civil e Judiciário segue normalmente".
Os peritos criminais paraibanos pedem o cumprimento de uma lei estadual que determina paridade de salários entre a categoria e os delegados da Polícia Civil. É que meses atrás o Governo firmou um acordo com os delegados na Justiça, garantindo o pagamento através de subsídio. Benefício que não foi concedido aos peritos.
O anúncio da adesão ao movimento 'Polícia Legal' foi publicado nas redes sociais das entidades que representam a categoria.

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